Animais que seriam vendidos para rituais religiosos são resgatados pela polícia

Quase 500 bichos estavam em uma loja de Campo Grande e sofriam maus tratos. O dono pode ser condenado a prisão — de três meses a um ano — e pagar multa por cometer crime ambiental

Por O Dia

Animais foram encontrados em péssimas condições Divulgação / Polícia Civil

Rio - Policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) apreenderam, nesta terça-feira, quase 500 animais — entre eles galinhas, patos, pombos e bodes — que viviam em condições precárias na loja Toca dos Bichos, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Os bichos estavam amontoados, sem condições adequadas de alimentação e higiene. Alguns estavam mortos.

De acordo com a Polícia Civil, os animais eram vendidos principalmente para rituais religiosos, bem como para a alimentação. Durante as buscas, os agentes encontraram galinhas que ficavam amarradas com cordas nos pés. As aves estavam acompanhadas de coelhos vivos e mortos. Muitos dos bichos estavam sem água limpa. Os galos ficavam em locais pequenos, e não conseguiam ficar de pé, enquanto os bodes e cabras ficavam em cima do comedouro por falta de espaço.

Animais estavam sem água Divulgação / Polícia Civil

Segundo a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, a operação aconteceu após uma denúncia. O proprietário da loja Toca dos Bichos, Cristiano de Azevedo Fernandes, pode ser condenado a detenção de três meses a um ano e multa por cometer crime ambiental. Os animais foram apreendidos e encaminhados para alguns santuários. 

Os bodes ficam em cima do local onde comiam Divulgação / Polícia Civil


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