01 de janeiro de 1970
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Flu sobra contra a LDU, mas fica apenas no 1 a 0

Gol de falta de Gustavo Scarpa garante vantagem mínima dos tricolores para a partida de volta em Quito, que vale uma vaga nas quartas da Copa Sul-Americana

Por HUGO PERRUSO

Assim como aconteceu nos outros confrontos contra o algoz de 2008 e 2009 no Maracanã, o Fluminense sobrou. Mas, mesmo enfrentando uma LDU muito mais fraca do que a do passado recente, os tricolores não conseguiram transformar o total domínio em grande vantagem. Com o 1 a 0, gol de Gustavo Scarpa, o time de Abel pode até perder por um gol de diferença na altitude, desde que balance a rede, para obter a classificação para as quartas de final da Copa Sul-Americana.

O início da partida não poderia ser melhor para o Fluminense. A torcida realmente abraçou o time e cantou muito. Foi um gás a mais para os jogadores, que entraram com muita vontade. E não demorou para o gol sair, logo aos seis minutos, em bela cobrança de falta de Gustavo Scarpa.

Contra um adversário muito mais fraco tecnicamente, o Tricolor sobrava em campo. O problema é que não conseguiu matar logo o jogo. Pelo contrário. Tocou pacientemente a bola, de um lado para o outro, tentando furar a retranca equatoriana. Mas, com pouca criatividade, parava antes da entrada da área. Tanto que só teve outra chance de ampliar, em chute de longe de Henrique Dourado. O que esfriou a torcida também, que demonstrou sinais de impaciência.

Não deixou de ser um desperdício devido ao amplo domínio tricolor, que não levou susto algum, mesmo com uma zaga reserva além de Henrique, Renato Chaves não atuou, com problema na panturrilha esquerda. Se o Fluminense tivesse pressionado mais, inclusive na saída de bola equatoriana, poderia ter feito outros gols.

POUCAS CHANCES

Com Sornoza no lugar de Orejuela, o Fluminense voltou para o segundo tempo mais ofensivo no papel, mas seguiu com sérios problemas para criar chances de gol. E a LDU resolveu atacar, com seus dois primeiros chutes. Quando a torcida voltou a se manifestar com força, o Tricolor cresceu e pressionou pelo segundo gol. Ainda assim, foram muitos toques e poucos chutes.

Henrique Dourado parou duas vezes na zaga, e Scarpa mandou rente à trave. Já a LDU também arriscou duas vezes com Anderson Julio em contra-ataques, mas Júlio César defendeu sem esforço.

Satisfeitos, os equatorianos fizeram a tradicional cera no fim. Ainda assim, a última oportunidade foi tricolor, em boa jogada individual de Robinho pela esquerda, mas Nazareno espalmou o chute rasteiro. Foi pouco e parte da torcida reclamou. Agora, que venha a altitude.