'Faço todas as loucuras por amor. Me entrego mesmo', dispara Adriana Esteves

Atriz vai voltar à TV depois do fenômeno Carminha, diz que não acredita na vida sem trabalho e faz loucuras por amor

Por O Dia

Rio - Ela está de volta. Dois anos bastaram para Adriana Esteves “descansar a imagem”, depois do fenômeno, aqui e no exterior, que foi a vilã Carminha, da novela ‘Avenida Brasil’. A personagem figura na lista das inesquecíveis da teledramaturgia. Para Adriana, vale o reconhecimento, mas a vida segue. E com novas caras. Uma delas é Tânia, cirurgiã plástica bem-sucedida e dedicada à carreira, que não corresponde ao amor do marido, Hugo (João Miguel), na minissérie da Globo ‘Felizes Para Sempre?’. 

'Me entrego mesmo'%2C dispara a atrizMurilo Constantino


“Não fiz a Carminha para causar impacto. Não é nunca o meu objetivo inicial. Ela foi realmente sensacional, mas os novos trabalhos são para que as pessoas apreciem, para que eu acredite no que estou fazendo, que eu vista a camisa do projeto, que eu me orgulhe... E essa minissérie está dentro disso. É mais uma personagem, na minha trajetória, que me engrandece”, explica a atriz, sem sucumbir à pressão para se manter no auge: “Carrego a cobrança aonde vou. Mas sou muito trabalhadora. Só acredito na vida com trabalho. E, na minha profissão, não é a cobrança dos outros que vai me causar movimento. Acho inteligente da minha parte seguir em frente. Espero poder fazer sempre bons trabalhos para o público e para mim. Isso é vital.”

Para piorar o marasmo que Tânia vive no casamento, ela é desmascarada. Por conta da demora da mulher para engravidar, Hugo faz um espermograma e descobre que é estéril. O teste de DNA comprova que Junior (Matheus Fagundes) não é filho dele. Essa crise, somada à de outros quatro casais, mais um crime passional, serão retratados na trama, uma releitura de ‘Quem Ama Não Mata’, de 1982, escrita também por Euclydes Marinho. A direção, dessa vez, ficou a cargo de Fernando Meirelles, com estreia marcada para o dia 26. “Tantas coisas podem fazer a gente manter uma relação. Quantos casamentos a gente conhece em que, aparentemente, a pessoa não ama, mas é amada, então escolhe ficar ao lado de quem a ama?”, questiona.

Com uma ‘quedinha’ pela medicina (o pai dela é médico), Adriana foi a campo conferir com o renomado cirurgião plástico Volney Pitombo como são realizados alguns procedimentos estéticos. Entre bisturis, estica daqui, puxa dali, turbina de cá, ela conseguiu manter o sangue frio. “Assisti às cirurgias de face, de corpo... Dá uma certa aflição, sim. Não é para qualquer pessoa. Mas tenho paixão pela medicina e, para a personagem, foi um laboratório muito rico.”

Aos 45 anos, a atriz só se submeteu a uma intervenção. “Acredito que as pessoas têm vontade de fazer plástica porque vão se sentir mais felizes, já que alguma coisa que está incomodando pode melhorar. Os meus incômodos estéticos, até hoje, não me fizeram pensar na cirurgia. Mentira. Fiz. Eu era uma criancinha que tinha orelhas de abano. Gostar da operação, do pós-operatório, do risco, eu não gostei. Mas amei o resultado. Quando fiz o rabo de cabelo...”, lembra Adriana, que não se deixa amedrontar pelo passar dos anos: “Procuro não pensar nisso. Quando eu tiver 60 anos, vou olhar para trás e pensar em como eu era novinha com 40.”

Diferentemente de Tânia, uma mulher racional, fria e solitária, a atriz precisa abrir o verbo para aplacar as angústias. “Eu gosto de desabafar. Paguei um preço muito alto quando era criança. Agora, sigo o que o grande mestre do teatro, Amir Haddad, ensinou: ‘O que dentro de ti te mata, fora de ti, te salva.’ Acredito piamente nisso e coloco tudo para fora para conseguir relaxar.”

Adriana também não se arrepende por amar demais. “Faço todas as loucuras por amor. Me entrego mesmo. Sou uma eterna namorada. Tudo o que eu faço é com paixão”, pontua a atriz, que não julga a personagem por trair o marido: “Não existe verdade absoluta.” Casada com Vladimir Brichta há dez anos, Adriana não arrisca uma dica para manter um casamento longevo: “Não sei dar receitinha de bolo para romance.” Mas exemplo é o que não lhe falta: “Meu pai e minha mãe são casados há 48 anos. Só eles sabem as dores e as delícias, mas são parceiros que se curtem e amam estar casados. Eu já estou no terceiro casamento (o primeiro foi com o professor de jiu-jítsu Totila Jordan, por dois anos; o segundo, com o ator Marco Ricca, durou dez anos), então já seria frustrada se quisesse isso para mim. Gosto mais do meu amor, do meu homem, do que do casamento em si. Não fosse por isso, talvez eu nem estivesse casada”, destaca.

Diferença de idade não é um problema para ela. Na história, Junior, filho de sua personagem, tem 16 anos e se apaixona por Mayra (Silvia Lourenço), de 35: “Meu sogro, pai de Vladimir, é 20 anos mais velho do que a mulher. Eles são casados há dez anos e muito felizes.”

Adriana também defende os casais que vivem em casas separadas: “É absolutamente possível. No momento, tenho uma família grande e a gente acha uma delícia morar junto. Mas isso não quer dizer que não possa mudar um dia, quando a gente estiver mais evoluído, com os filhos criados...” Agora, ciúme ela admite sentir. “Sou ciumenta. Quando mais jovem, eu fui bem mais. Acho que o ciúme está diretamente ligado à segurança. Vamos ficando mais velhos e adquirindo autoestima melhor. Meu marido é um gato deslumbrante, mas o que faz a gente sentir ciúme não é a beleza, é o medo de perder.”

Em comum com Tânia, Adriana tem o fato de ser mãe de adolescentes: Agnes, 16 anos, do primeiro casamento de Vladimir, e Felipe, de 14, filho dela com Marco Ricca. Fora o caçula, Vicente, de 8. E parou por aí. “Pensamos em ter mais um filho, mas não aconteceu. Agora, estou aprendendo a ser mãe de jovens. Estou com a minha primeira norinha. Fiquei pensando em como iria conviver. Está sendo uma graça. Sou dedicada aos meus filhos e às minhas histórias. Claro que tenho muitos medos na vida, mas não da relação com eles”, frisa.

Outra característica das duas é o cuidado com o corpo e a saúde: “Da mesma forma que estudei, fiz exercícios a vida inteira. Quando pequena, fiz balé clássico. Agora, estou fazendo treino funcional três vezes por semana. Sempre procuro me exercitar, me faz bem, faz parte da minha vida.” E, se o trabalho exigir, nudez não é tabu: “Nu, para mim, é bastante natural.” 

AMOR, TRAIÇÃO E CRIME

Em ‘Felizes Para Sempre?’, cinco casais, de uma mesma família, vivem de aparências. Da produção de 32 anos atrás (‘Quem Ama Não Mata’), o que sobrou foi só o assassinato. Desta vez, serão abordados temas como diversidade sexual, remédio para disfunção erétil e a popularização da psicanálise. Além de Tânia (Adriana) e Hugo (João Miguel), Marília (Maria Fernanda Cândido) também sofre com um casamento falido com Cláudio (Enrique Diaz).

Na tentativa de salvá-lo, ela topa até fazer um ménage à trois com a garota de programa de luxo Danny Bond (Paolla Oliveira). Que, por sua vez, mente para a namorada sobre a profissão. Joel (João Baldasserini) e Susana (Caroline Abras), que se conheceram numa clínica de reabilitação, colocam um ponto final no namoro, e ele surta quando descobre que ela tem outro. Casado há 46 anos, Dionísio (Perfeito Fortuna) trai Norma (Selma Egrei) e ela também cai em tentação.

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