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Argentina x Holanda: um clássico para fazer história em São Paulo

Seleções brigam por vaga na decisão com a Alemanha e depositam esperança em Messi e Robben

Por pedro.logato

São Paulo - São Paulo terá nesta quarta-feira o jogo de futebol mais importante de seus 460 anos de história. Até o Holanda e Argentina do Itaquerão, as partidas mais relevantes disputadas na cidade foram as finais de Libertadores que envolveram os quatro grandes clubes do estado. Porém, jamais a maior metrópole da América do Sul assistiu a um confronto do porte de uma semifinal de Copa do Mundo.

Em 1950, os embates decisivos foram no Rio. Até mesmo as finais dos Mundiais de Clubes com Santos (1962 e 1963) e Corinthians (2000) tiveram o Maracanã como cenário. E, para um confronto dessa importância, São Paulo merecia a presença de dois gigantes do futebol mundial.

Robben e Messi duelam por uma vaga na finalArte%3A O Dia Online

Holanda e Argentina têm tudo para protagonizar um duelo que ficará na memória dos mais de 60 mil torcedores presentes, dos 11 milhões de paulistanos e dos bilhões de espectadores que acompanharão o embate pela televisão em todo o mundo.

Um jogaço desse nível requer protagonistas à altura. Nesse aspecto, as duas seleções dispõem do que há de melhor no cenário futebolístico mundial. Do lado azul, há simplesmente o principal jogador do planeta nas últimas décadas: Lionel Messi. Para muitos argentinos, é o maior candidato a ocupar o trono vago de Maradona.

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Se no Brasil ainda não reeditou as monumentais atuações de ‘El Diez’ no Mundial do México, em 1986, sem Messi seguramente a Argentina já teria carimbado o passaporte de volta. Se faltou brilho, Messi foi eficiente e decisivo nos gols diante de Bósnia e Irã e no genial passe para Di María resolver o jogo contra a Suíça.

Se a Argentina tem seu postulante a Maradona, a Laranja conta com aquele que talvez mais se aproxime do maior jogador holandês de todos os tempos. Versátil, inteligente e moderno como o lendário Johan Cruyff, Arjen Robben é a grande esperança para chegar ao inédito título mundial.

Mesmo em posições diferentes, o carequinha Robben e o cabeludo Cruyff têm mais semelhanças do que o espelho mostra. Com vantagem momentânea para Robben, que ainda pode dar a Holanda algo que a lenda não conseguiu: uma estrela.

Uma rainha entre dois amores

Imagine nascer num país, tornar-se a rainha de outro e os dois se enfrentarem num jogo semifinal de Copa? Para quem torcer? Esse é o dilema vivido por Máxima Zorreguieta, a argentina que há um ano e três meses assumiu o posto de rainha dos Países Baixos, mais conhecidos como Holanda. Há onze anos, ela é casada com o rei Willem-Alexander.

Filha de Jorge Zorreguieta, ministro da Agricultura da sanguinária ditadura do general Jorge Videla, Maxima é economista e foi apresentada a Willem-Alexander por uma amiga comum durante uma viagem. Casaram-se dois anos após esse encontro.

O casal real gosta de futebol. Esteve em Porto Alegre, onde a Holanda venceu por 3 a 2 a Austrália. Após a partida, cumprimentaram os jogadores nos vestiários. A rainha não declarou preferência para hoje. Segundo a imprensa inglesa, em 2005, ela teria dito que torcia pela Holanda.

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