Ainda não é hora para relaxamento no Vascão

Doriva lembra que Carnaval pode estragar seu trabalho e pede cautela aos jogadores durante a festa

Por O Dia

Rio - Nada melhor que acordar com a sensação de dever cumprido. Mas, no Vasco, a tranquilidade deu lugar à uma pequena preocupação um dia após a vitória por 3 a 0 sobre o Macaé. Com o time encaixado e novamente embalado, o Carnaval, aos olhos da comissão técnica, aparece como um obstáculo a mais para o objetivo de ser campeão estadual. Por isso, Doriva reuniu o grupo no vestiário e determinou: “Nada de excessos.”

A cautela tem justificativa. Por ter um grupo jovem, com jogadores atuando pela primeira vez no Rio de Janeiro, o treinador teme que seus atletas se percam na folia e em suas seduções. Uma possível mistura de bebidas alcoólicas e pouco sono jogaria todo o trabalho no lixo, segundo o próprio comandante.

Doriva pede moderação no CarnavalDivulgação

“É um momento tradicional do Brasil, ainda mais no Rio de Janeiro. Mas o atletas precisam ter responsabilidade e saber aproveitar moderadamente para a gente não perder tudo o que fizemos até agora”, admitiu Doriva, que soma três vitórias, um empate e está em quarto lugar na competição — perde no critério de desempate com Flamengo e Botafogo.

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O treinador foi além e lamentou o fato de, ao contrário dos outros anos, não haver jogos no fim de semana do Carnaval nesta temporada. Mesmo assim, Doriva admitiu que terá de dar um descanso ao grupo.

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“É uma festa grande e o Rio recebe muitos turistas que gostam de futebol. Seria legal se tivesse rodada no fim de semana. A gente pede para não haver excesso, mas nos momentos certos vamos dar uma folguinha aos jogadores”, afirmou. A programação do Vasco ainda não foi divulgada, mas a tendência é que os jogadores ganhem folga amanhã e voltem a trabalhar segunda-feira para o jogo da Quarta-feira de Cinzas contra o Barra Mansa. Doriva, que gostou da atuação de Thalles no segundo tempo, ainda não decidiu se fará alterações no time titular para o confronto.

GUIÑAZU: ‘EU VOU SEMPRE NO LIMITE’

Assim que acabou o jogo contra o Macaé, o técnico Doriva ressaltou o esforço de seu capitão e afirmou: “Obrigado, monstro”. No futebol, o apelido é utilizado por causa da aparência ou até pelo alto nível técnico, mas Guiñazu foi monstro ao precisar de apenas 18 dias para se recuperar de uma cirurgia no joelho esquerdo e aguentar os 90 minutos. Ontem, o volante falou sobre o seu tratamento.

“Cabeça para mim é tudo. Por isso vou sempre no limite. Quero continuar ajudando o Vasco e o que me motiva são os meus companheiros, os meus dois filhos, o meu irmão, a minha mãe e o meu pai (Juan), que se foi recentemente. Minha força vem deles”, ressaltou.

“Estou motivado para acordar cedo e ser o último a sair de campo. Sei que sentirei saudade no dia em que parar, daqui a seis anos”, brincou Guiñazu, o mais velho do elenco, com 36 anos.