Hora de contar prejuízos causados por tumultos de grandes protestos

Maior shopping a céu aberto, a Saara, no Centro do Rio, teve queda de 30% nas vendas

Por O Dia

Rio - A Saara, principal shopping a céu aberto do Rio, teve queda de 30% nas vendas esta semana, devido aos tumultos dos protestos para redução da tarifa de ônibus que levaram ao fechamento de lojas. Muito além dos prejuízos visíveis na Assembleia Legislativa do Rio, estimados em R$ 2 milhões, e no Paço Imperial, em R$ 15 mil, as depredações representam um custo intangível que atinge principalmente o comércio e os serviços, no Centro do Rio.

Presidente da Saara, Enio Bitencourt afirma que “esses atos prejudicam as atividades, pois afastam o público das lojas que evita sair de casa. “Há uma perda de, no mínimo, 30%”, aponta.

Resultado dos atos de vandalismo%2C vidraça quebrada e pichações nas paredes do Paço Imperial. No prédio em frente%2C a Assembleia Legislativa do Rio também foi depredada Nei Lima / Agência O Dia

FATOR INIBIDOR

A Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) divulgou nota, condenando o vandalismo, “que gera um clima de tensão e faz empresas e estabelecimentos comerciais fecharem suas portas como outro fator inibidor do desenvolvimento econômico”.

Presidente em exercício da entidade, Marco Polo Moreira Leite diz que as autoridades devem garantir a segurança dos trabalhadores e dos estabelecimentos.

“Não se pode mensurar apenas pelos saques ou quebra-quebra. Os funcionários começam a pedir para sair mais cedo, prejudicando a economia”, afirma.

Conforme Moreira Leite, além das manifestações, os pontos facultativos no Rio — por conta da Copa das Confederações e, no mês que vem, da Jornada Mundial da Juventude —, acarretarão enorme prejuízo ao comércio: “É total. Afinal, os impostos e os salários devem ser pagos no fim do mês, com arrecadação menor".

Feriado aumenta despesa

Diretor de Comunicação e Marketing do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio (SindRio), Fernando Sá disse que a maioria dos restaurantes do Centro não sofreu grandes prejuízos, pois as manifestações ocorrem após às 16h, quando boa parte das casas já está paralisando as atividades. “O maior prejuízo fica por conta dos bares que têm os happy hours afetados”, conta.

Para o executivo, o maior prejuízo ocorre com feriados ou pontos facultativos extemporâneos, como o de hoje por conta da Copa das Confederações ou na Jornada Mundial da Juventude. Ele detalha: “No Centro, são 22 dias úteis. Um dia parado é, no mínimo, 5% a menos no faturamento. O mês de julho vai ser muito complicado, pois apesar de milhares de peregrinos da Jornada, o tíquete médio de consumo será baixo. Não sabemos se compensará o custo”.

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