Fisioterapia especial acaba com tonturas e desequilíbrio

Técnica ainda pouco difundida oferece solução rápida a problemas de labirinto

Por O Dia

Rio - Acabar em pouco tempo de tratamento com vários anos de dificuldades devido a tonturas e desequilíbrios parece um sonho para muitos pacientes, mas já é realidade em alguns consultórios. Empregando manobras e exercícios da fisioterapia vestibular, especialistas garantem resolver os mais de 300 tipos de problemas associados ao labirinto, que é a estrutura do ouvido interno formada pela cóclea (responsável pela audição) e pelo vestíbulo (responsável pelo equilíbrio).

Dividindo a extensa gama de complicações em dois grandes grupos, o diretor do Instituto Brasileiro de Fisioterapia Vestibular (Ibrafive), André Santos, explica o método. “Há a hipofunção vestibular e a vertigem posicional paroxística benigna (VPPB). A primeira é tratada com exercícios repetitivos de cabeça que o paciente faz em casa. A segunda costuma ser sanada com manobras realizadas pelo profissional”, conta o fisioterapeuta.

Apesar dos bons resultados, a fisioterapia vestibular, reconhecida como área de atuação no país em 2012, segue desconhecida entre os médicos o que, segundo Santos, é a principal causa da demora no tratamento de pacientes com tonturas. “Há um desconhecimento grande, levando muitas pessoas a conviverem anos com a doença”, diz, garantindo que remédios não curam os distúrbios.

Cerca de 10% da população mundial têm dificuldades ligadas ao labirinto, que se tornam mais comuns com o avanço da idade, alcançando 40% das pessoas acima de 40 anos. O mal afeta mais mulheres devido às diferenças hormonais.

A psicanalista e escritora Regina Navarro Lins, colunista do DIA, sofreu por 15 anos com as vertigens da VPPB, e passou por vários médicos até descobrir a técnica. “Já tinha desistido de buscar tratamento quando consultei um fisioterapeuta vestibular. Em duas sessões, os desequilíbrios foram embora”, revela.

Crianças podem ter o problema

Crianças também podem ter VPPB. Segundo Santos, é um sintoma dos tempos de internet, jogos eletrônicos e TV. “Cada vez mais, a criança fica exposta a estímulos visuais, o que tem aumentando a incidência de enxaqueca e outros males na primeira década de vida”, diz ele, garantindo que o tratamento infantil é feito da mesma maneira e com resultados eficazes.

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