Não é ficção: humanidade só sobrevive fora da Terra

Quem afirma é o notável Stephen Hawking, em série de palestras para a BBC. Cientista acredita, porém, que ser humano será capaz de se espalhar no Cosmo

Por O Dia

Rio - No filme ‘Interestelar’, de Christopher Nolan, em um futuro não muito distante, uma Terra praticamente infértil agoniza com tempestades de areia e uma população minguante, que nem de longe lembra os sete bilhões de agora. Uma ‘anomalia’ surge perto de Saturno: é um ‘buraco de minhoca’ que liga a outra parte do Cosmo, para onde vai missão capitaneada por Matthew McConaughey e Anne Hathaway, a fim de encontrar um novo lar para a humanidade. Para Stephen Hawking, este terá de ser o destino dos humanos se não quiserem desaparecer junto com o planeta.

Hawking alertou que guerras nucleares, o aquecimento global, vírus e robôs podem acabar com a TerraReprodução / Facebook

Hawking gravou série de palestras para a BBC, sobre suas pesquisas relativas aos buracos negros. Em resposta à plateia, o cientista garantiu que a humanidade sobrevive se conseguir estabelecer colônias no espaço. “Apesar de a possibilidade ocorrer um desastre na Terra pareça agora muito baixo, será quase uma certeza nos próximos mil ou dez mil anos”, apontou o britânico.

MISSÃO PARA 100 ANOS

No entanto, ele explicou que, para então, os humanos “terão se expandido pelo universo” e chegarão “a outras estrelas”. Hawking deixou claro que colônias autossuficientes no espaço não serão factíveis neste século.

Entre os riscos que poderiam pôr o mundo em perigo estão uma possível guerra nuclear, o aquecimento global e os vírus de engenheira genética, além do avanço rápido e forte da inteligência artificial.

O astrofísico se definiu como uma pessoa “otimista” ao acreditar que é possível que os humanos possam reconhecer a tempo os perigos da ciência e da tecnologia para “controlá-los”. Hawking também aconselhou a nova geração de jovens cientistas a ajudar a entender como estes descobrimentos mudarão o mundo.

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