Editorial: Deficiência e exclusão como regra

O paradoxo dos táxis adaptados é exemplo claro de estupidez

Por O Dia

Rio - Falha grave de cidadania é impor a portadores de necessidades especiais a condição de excluídos. A triste regra se observa todos os dias em incontáveis situações. Algumas, porém, beiram o absurdo. Como O DIA mostrou sábado, entraves burocráticos criam becos sem saída que prejudicam milhares de pessoas. Resta saber se há vontade para mudar isso.

O paradoxo dos táxis adaptados é exemplo claro de estupidez. Um motorista licenciado tem direito a robustas isenções que reduzem bem o valor de veículo zero. Se este profissional quiser adaptar o carro para transportar cadeirantes, por exemplo, não só perderá os benefícios, como também acabará pagando mais caro que um cidadão comum. Para a lei, cadeira de rodas é frete.

E a cegueira se repete nas calçadas, quase todas com intransponíveis meios-fios ou calçamento pobre que exigem de deficientes e acompanhantes esforço semiolímpico — quando deveria ser regra facilitar o acesso a todos. Há tempo para mitigar isso. Existe vontade?

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