Família denuncia hospital da Baixada por morte de bebê

Casal alega na delegacia que médico não apareceu para parto e demora teria matado criança

Por O Dia

Rio - Os sapatinhos e as roupinhas de bebê que seriam do terceiro filho da dona-de-casa Daniele Vieira Ribeiro de Sá, 31 anos, ainda estão em cima da cama numa casa do bairro Boa Esperança, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Mas a felicidade e a ansiedade deram lugar à tristeza e à decepção. O bebê, que se chamaria Davi, não resistiu à espera na barriga da mãe e foi retirado morto sábado. A família conta que o parto estava marcado para a última quinta-feira. Mas foi remarcado para sexta, quando a gestante ficou internada. Sábado foi diagnosticado que a criança não tinha mais batimentos cardíacos.

Gerson%3A ‘Dia 26 médico a examinou e agora diz que bebê morreu há 10 dias’Diego Valdevino / Agência O Dia

A família acusa um médico ginecologista e obstetra do Hospital das Clínicas de Belford Roxo de negligência e registrou queixa contra a unidade na 54ª DP (Belford Roxo). O corpo da criança foi sepultado domingo, em Nova Iguaçu. O laudo deve ficar pronto em 30 dias. No atestado de óbito consta como causa da morte anorexia intrauterina.

O marido da gestante, Gerson Oliveira de Sá, se encontrou ontem com o médico que teria considerado o caso como uma ‘fatalidade’, negando ter havido negligência. O médico questionou o fato de a família não ter feito um dos exames pedidos no final da gestação. “Passei a sexta-feira em jejum e ainda sentia meu filho na barriga. No sábado, não tinha mais jeito. Estou traumatizada. Não quero ter mais filhos”, lamentou, emocionada, Daniele Vieira.

De acordo com o pai da criança, Gerson de Sá, o médico fez o pré-natal de Daniele, porém não foi ao hospital no dia marcado. “No dia 26, o médico a examinou e estava tudo bem. Agora está alegando que meu filho estava morto dentro da barriga há dez dias”, reclamou. O DIA não conseguiu contato com o hospital.

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