Paes: 'Vamos deixar Barcelona no chinelo'

Prefeitura diz que legado no Rio nas Olimpíadas será maior que na cidade espanhola em 1992

Por O Dia

Rio - Na inauguração do Mirante do Parque Olímpico, que marcou a véspera dos mil dias para as Olimpíadas de 2016, o prefeito Eduardo Paes afirmou que o legado dos Jogos no Rio será superior ao herdado por Barcelona, em 1992. “Os urubus vão se dar mal. Chegaremos às Olimpíadas em condições melhores do que Londres e deixaremos Barcelona no chinelo”, afirmou Paes no evento na Barra da Tijuca, que também contou com a presença do governador Sérgio Cabral.

O patrimônio deixado pela competição na cidade espanhola é considerado um exemplo em todo o mundo. Segundo o prefeito, graças aos jogos foi possível conseguir, em cinco anos, investimentos que a cidade não conseguiria em 30. “Abrimos oito novos túneis, inauguramos quatro BRTs e já estamos vendo o nascer do Parque Olímpico. Parte do legado já está aí. Só não vê quem não quer”.

Trajeto vai da Barra até DeodoroArte%3A O Dia

Paes disse que até o Complexo de Hipismo de Deodoro — a obra mais atrasada — será concluída a tempo. O prefeito participou da perfuração dos dois túneis da Transolímpica, na Serra do Engenho Velho, Maciço da Pedra Branca, Zona Oeste. A via vai ligar a Barra à Deodoro, na Avenida Brasil, com o objetivo de incorporar o BRT Transolímpico e desafogar o trânsito da Avenida do Catonho. Os investimentos estão estimados em R$ 1,6 bilhão.

Desapropriações ao longo do caminho

As desapropriações também marcam o caminho da Transolímpica. Enquanto no Jardim Sulacap a maioria dos casarões já foi desocupada — alguns foram demolidos —, na comunidade Vila Autódromo, na Barra da Tijuca, moradores dizem sofrer pressões.“Fazem promessas de apartamentos que não atendem a todos. Como eu vou trabalhar dentro de um edifício residencial?”, questionou Antonio Carlos Ribeiro, de 39 anos, que é dono de uma serralheria.

Primeira detonação de rochas do túnel da Transolímpica contou com a presença de Paes e CabralFabio Gonçalves / Agência O Dia

A associação de moradores do local afirma que a maioria dos residentes não querem deixar suas casas. “Há pressão da prefeitura em toda a área”, ressaltou a diretora social da entidade, Jane Nascimento. Já em Curicica, moradores se sentem confusos quanto à área que será desapropriada. A Secretaria Municipal de Obras informou que nenhuma comunidade de Curicica será removida e que a realocação da Vila Autódromo não tem ligação com a Transolímpica, mas está resolvida.


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