Prefeito de Caxias anuncia ‘Dilmão’ contra dissidentes do PMDB que apoiam tucano

Alexandre Cardoso afirma que movimento a favor da presidenta é coordenado também por Eduardo Paes

Por O Dia

Rio - Em contraponto ao ‘Aezão’, o ‘Dilmão’ — contração de Dilma e Pezão. O movimento foi anunciado ontem ao DIA pelo prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso (sem partido), futuro coordenador no Rio da campanha de reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Segundo ele, o grupo, que está sendo articulado pelo governador Luiz Fernando Pezão e pelo prefeito Eduardo Paes, tem o objetivo de marcar posição quanto aos diferentes projetos de governo.

“Queremos deixar clara a diferença entre o candidato do PSDB e a presidenta Dilma. Nossas bases estão em quatro pontos: mais PAC das Cidades, mais Bolsa Família, mais Minha Casa Minha Vida e mais emprego”, enumerou o prefeito.

Ele afirmou que nos próximos dias a ala dilmista do PMDB e aliados de outros partidos vão se reunir para elaborar o documento fundamentando as defesas do governo Dilma. O lançamento oficial deverá ter a presença da presidenta. “Vamos aproveitar a visita dela e mostrar que no Rio há aliados”, garante e Cardoso. O prefeito deve se filiar ao PMDB este mês. Para ele, o apoio dado ontem por políticos do Rio ao ‘Aezão’ não é problema. “Pezão e o Paes vão se encarregar da articulação, que tem por base a manutenção dos investimentos sociais”, garante.

Alexandre Cardoso informa que programa do ‘Dilmão’ será baseado nas políticas sociais do governoEstefan Radovicz / Agência O Dia

À frente do terceiro colégio eleitoral do estado, com mais de 600 mil eleitores, Alexandre Cardoso, se filiado, fortalecerá a oposição interna ao presidente regional Jorge Picciani, que defende o rompimento da aliança nacional com o PT e um dos construtores do ‘Aezão’. “Respeito o Picciani, mas acho que não podemos interromper um ciclo, que fez o pobre ter sonho e a esperança de realizar”, defende.

Logo que Alexandre Cardoso deixou em 2013 o PSB — por achar que o partido deveria apoiar a reeleição de Dilma — cogitou-se que ele migraria para o PT, que o apoiou na campanha à Prefeitura em 2010. Na época, o senador e pré-candidato ao governo do estado Lindbergh Farias fez campanha com ele pelas ruas da cidade.

“Lindbergh é meu amigo, mas meu governador é o Pezão. Amizade é amizade; política à parte”, despista ele, lembrando que em junho de 2010, quando concorreu, tinha nas pesquisas cerca de 9% das intenções de voto. “Venci. E, sinceramente, não tem máquina que não dê ao cara 20%, 25%. Pezão ganha a eleição”, afirma Cardoso, confiante.

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