Polícia conclui que coronel Paulo Malhães foi vítima de latrocínio

Com a conclusão do inquérito, Policia Civil descarta a hipótese de queima de arquivo

Por O Dia

Rio - Policiais da Divisão de Homicídios (DH) da Baixada Fluminense encerraram nesta segunda-feira o inquérito sobre a morte do coronel reformado do Exército, Paulo Malhães, e concluíram que o militar foi vítima de latrocínio - quando há roubo seguido de morte. Com a prisão de mais dois envolvidos, a Polícia Civil afirmou que não há mais nenhum suspeito.

Paulo Malhães foi rendido com suas armas

Ex-coronel Paulo Malhães%2C que em março confessou ter sumido com o corpo do Rubens Paiva na época da ditadura%2C foi morto em casaJosé Pedro Monteiro / Agência O Dia


O delegado titular da DH, Pedro Medina, descartou a suspeita de queima de arquivo e afirmou que o infarto que Malhães sofreu foi em decorrência da asfixia.

Na manhã de hoje, Alex Sandro de Lima e Maycon José Cândido foram presos em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, acusados de terem ajudado os irmãos Rodrigo e Anderson Pires, de terem participado do assalto à casa do coronel, no final de abril. No local do crime, eles teriam levado mais de 20 armas do militar. Segundo a Polícia Civil, eles vão responder por roubo qualificado.

Alex Sandro e Maycon José foram presos nesta segunda-feiraDivulgação / Polícia Civil


Já os irmãos Rogério Pires, Rodrigo e Anderson Pires, que já estão presos, serão autuados por latrocínio. Ainda segundo as investigações, Maycon e Alex são cunhados dos irmãos Pires.

Armas

Segundo investigações da polícia, o objetivo do grupo era roubar as armas do coronel para revender. Dois homens chegaram a ser presos em flagrante quando negociavam a compra de parte do armamento. Ao todo, os policiais recuperaram 13 armas e não se sabe se alguma outra foi entregue a receptadores.

Com Anderson Pires Teles%2C preso na manhã desta sexta-feira%2C foram encontradas sete armas roubadas do coronel Paulo MalhãesCarlos Moraes / Agência O Dia

O caso

O coronel reformado do Exército, Paulo Malhães, foi encontrado morto com sinais de asfixia, num dos cômodos de seu sítio, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, em 25 de abril. Na ocasião, a mulher de Paulo Malhães e o próprio caseiro foram amarrados e separados do militar. O laudo cadavérico, segundo a polícia, informa que a causa da morte foi infarto.

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