Secretarias de Saúde do município e do estado descartam surto de ebola

Casos de H1N1 não são mais graves que os do vírus Influenza A e seguem mesmo protocolo de atendimento

Por O Dia

Rio - As secretarias municipal e estadual de Saúde garantiram nesta terça-feira que não há surtos no Rio de Janeiro de gripe H1N1 (gripe suína) - que infectou cinco pessoas e matou uma outra no estado entre janeiro e este mês - e nem da febre ebola (FHE), que já dizimou mais de mil pessoas na África. Os órgãos emitiram notas tranquilizando a população, já que boatos sobre a suposta propagação das duas doenças começaram a se espalhar na Capital e no interior.

A Secretaria Municipal de Saúde ressaltou não há qualquer risco de surto de ambas as doenças no Rio, assim como adiantou a secretaria estadual, e que o medicamento Tamiflu, usado no tratamento de síndrome gripal aguda, está disponível em toda a rede de saúde da cidade. Em nota, a secretaria revelou que a vítima fatal de gripe suína, que teria parentes em Santa Cruz, na Zona Oeste, morava em Araruama, na Região dos Lagos.

A secretaria esclareceu que a Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental registrou baixos índices de H1N1 de janeiro a até ontem. “Em 2013, de 1º de janeiro até 31 de julho, foram registrados 42 casos, com nove óbitos. Casos de gripe por H1N1 não são mais graves que os demais provocados pelo vírus Influenza A e seguem o mesmo protocolo de atendimento. A detecção precoce dos sintomas de gripe comum evita complicações”, alertou o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da SES, Alexandre Chieppe.

Sobre o ebola, a secretaria de estado afirmou que elaborou um plano de contingência em parceria com o município, Corpo de Bombeiros e Fiocruz, mesmo o risco de a doença chegar ao Brasil sendo baixo. “As unidades de saúde estão em alerta para a possível identificação de sintomas do vírus ebola”, diz a nota.

Saiba mais sobre as duas doenças

Ebola - É causado por um vírus e está relacionado a' ocorrência de surtos de febre hemorrágica no Continente Africano desde 1976. Atualmente, seus casos foram identificados em Serra Leoa, Libéria, Guiné e Nigéria.

O período de incubação da doença pode variar de um a 21 dias e sua transmissão ocorre somente após o início dos sintomas, por meio do contato direto com sangue e/ou secreções da pessoa infectada (incluindo cadáveres), assim como por contato com superfícies ou objetos contaminados.

São considerados suspeitos pessoas que estiveram em algum dos países citados acima nos últimos 21 dias e que apresente febre de início súbito, acompanhada de sinais de hemorragia.

H1N1 - A melhor forma de prevenir a gripe é ficar atento às regras básicas de higiene, como cobrir a boca com um lenço ou com as mãos ao espirrar ou tossir e lavar as mãos com bastante frequência. Além disso, o ideal é evitar longa permanência em ambientes fechados e sem ventilação e a aglomeração de pessoas nesses ambientes. A vacina protege contra os principais tipos de vírus da gripe, inclusive H1N1.

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