Arlindo Chinaglia busca votos no Rio

Petista, que diz contar com 17 dos 46 votos da bancada federal fluminense, quer apoio do PSDB

Por O Dia

Rio - Vinte e um dias após Eduardo Cunha (PMDB) reunir aliados para mostrar força na disputa pela presidência da Câmara, o candidato do PT ao cargo, Arlindo Chinaglia (SP), foi recepcionado nesta sexta, no Leme, por políticos fluminenses de seis partidos da base governista — PSD, PR, Pros, PRP, PT e PCdoB. Queriam lhe garantir apoio, dando como certo quase metade dos 46 votos possíveis da bancada de deputados do Rio em Brasília. Lá, porém, estavam apenas oito. A Câmara reúne 513.

“Se você pensar que temos 17 votos, sem contar com o Psol, que pode lançar candidato próprio, o PSB e o PSDB, é algo muito significado, pois estamos no colégio eleitoral de Cunha”, animou-se a deputada do PCdoB, Jandira Feghali. Psol tem quatro votos; e PSB, que também tem seu nome para a presidência da Câmara, um.

Políticos fluminenses de seis partidos da base governista (PSD%2C PR%2C Pros%2C PRP%2C PT e PCdoB) prestigiaram ontem almoço%2C no Leme%2C oferecido pelo petista Arlindo ChinagliaMaíra Coelho / Agência O Dia

O próximo encontro da campanha petista será na segunda-feira em São Paulo, onde encontrará o governador Geraldo Alckmin — um tucano. A ideia, admitiu Chinaglia, é separar a disputa pela Câmara da polarizada corrida presidencial. O PSDB, entretanto,apoia a candidatura do deputado mineiro Júlio Delgado (PSB), mas sua aposta é que terá votos de tucanos caso a disputa passe para o segundo turno contra Cunha.

Além de Jandira, organizaram o ato Clarissa Garotinho (PR), Alessandro Molon (PT) e Hugo Leal (Pros), que estivera dias antes no almoço com o peemedebista. E tomaram um chá de cadeira, esperando, com os outros convidados, por duas horas até que Chinaglia chegasse ao local. Demorou tanto, que o deputado Sóstenes Cavalcante (PSD) foi embora sem que visse o aliado. Disse que tinha compromisso pessoal.

Clarissa fez a crítica mais forte ao adversário Eduardo Cunha: “A Câmara não vai querer ter presidente indiciado pela Operação Lava Jato.” Mas Chinaglia não comprou, riu amarelo e se calou. Não quis comentar. 

Cada convidado, cerca de 30, desembolsou R$ 110 pelo almoço. Bem diferente do outro, o de Cunha, cujo rega-bofe esteve liberado. A decoração, diferente também, não era nada sofisticada. Apenas um banner fazia as honras da casa. O ex-governador Anthony Garotinho, de quem o PT já se aproximara durante a disputa eleitoral em outubro passado, também foi ao almoço de apoio ao petista. “Vai ser mesmo mais humilde nos gastos”, desconversou o Chinaglia.

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