Rio faz homenagem ao talento de São Pixinguinha

Gênio da música completaria 118 anos nesta quinta-feira, que virou o Dia Nacional do Choro

Por O Dia

Rio -  Dia 23 de abril, no Rio de Janeiro, é bem mais que dia do Santo Guerreiro. Sobretudo no mundo do samba e da música popular brasileira. Da Zona Norte à Zona Sul, passando pelo subúrbio, é dia de homenagear Pixinguinha, que faria 118 anos, e é considerado por todos um dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos.

Não por acaso, o 23 de abril passou a ser, a partir de 2000, o Dia Nacional do Choro, que será celebrado a partir desta quinta-feira com uma extensa programação. Ela começa pela manhã (11h), na Lona Cultural João Bosco, em Vista Alegre, com uma roda de samba que se estenderá ao longo do dia e terá a presença de Hamilton de Holanda, Nilze Carvalho, Sombrinha, Dorina e muitos outros.

No Parque Madureira, a partir das 13h, o bloco Timoneiros da Viola promove uma feijoada em homenagem a Pixinguinha. Na Lapa, à noite, novamente Hamilton de Holanda comandará o Baile do Almeidinha Especial, com a participação de Xande de Pilares, no Circo Voador.
Em Copacabana, a homenagem será feita por Tomaz Miranda no Bip Bip, reduto do samba na Zona Sul, também a partir das 21h.

E não para por aí. Sábado e domingo a programação na Casa do Choro, que será inaugurada neste fim de semana, na Praça Tiradentes, terá os melhores nomes do choro no país se apresentando durante todo o dia.

Pixinguinha cristalizou o choro como um gênero musical brasileiroArquivo

“Pixinguinha cristalizou o choro como gênero musical do país e também o samba, junto com Donga e sua turma. Ele é um dos pilares da formação cultural brasileira”, explica o bandolinista Hamilton de Holanda.
Parceiro de uma das bonitas homenagens ao mestre, o samba ‘Som de Prata’, ao lado do craque Paulo Cesar Pinheiro, que foi parceiro de Pixinguinha, Moacyr Luz diz que o criador do choro deveria ser santificado.

“Quando compusemos ‘Som De Prata’, a conversa girava em torno do encantamento da sua morte. O gênio da música brasileira fora à igreja da Nossa Senhora da Paz abençoar mais um afilhado. Sentado num dos longos bancos do salão, tombou e morreu antes de subir ao batistério. Perdemos o artista. Nascia um santo”, disse.

O historiador Luiz Antônio Simas faz coro com as palavras de Moacyr Luz e Hamilton de Holanda e põe Pixinguinha no topo. “Ele tem uma importância talvez maior que a de Villa-Lobos. Um músico de primeiríssima, que não se restringia ao choro, mas ao fox, polca, à valsa, ao maxixe, à marchinha. Era fantástico em tudo o que fazia”, diz Simas.

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