Liberdade e direitos fora dos manicômios

Evento defende o fim das internações

Por O Dia

Rio - Pelo fim do preconceito contra os pacientes que sofrem de transtornos mentais, profissionais de saúde, alunos e professores da Universidade Veiga de Almeida (UVA) celebraram, nesta quarta-feira, o Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

Realizado, há 11 anos, o evento pretende acabar com estereótipos criados pela sociedade em relação às pessoas que possuem algum tipo de loucura e promover sua inclusão social. “Este evento é da maior importância no sentido de promover mudança de mentalidades e atitudes”, destaca a diretora da unidade Barra, Lourdes Luz.

Seminário contou com a participação de artistas do ateliê GaiaDivulgação

A proposta é defender os direitos desses brasileiros, combatendo a falsa ideia de que eles são perigosos e precisam viver isolados em hospitais psiquiátricos. A celebração deste ano foi realizada no campus Marapendi, na Barra da Tijuca, e contou com a participação dos artistas do atelier Gaia.

O próximo encontro, que é aberto e gratuito, será amanhã, no campus da Tijuca, na Rua Ibituruna, 108. O público poderá participar de oficinas de pintura — é preciso levar material — e assistir ao espetáculo promovido pelo grupo Loucos por Arte. Mesas de debate também farão parte das atrações.

Organizadora do seminário, Aline Drummond, que também é coordenadora da pós-graduação em Teoria Psicanalítica e Prática Clínico-Institucional da UVA, acredita que o preconceito diminuiu, mas, infelizmente, continua muito presente. “A discriminação declinou um pouco, mas ainda temos muito a progredir”, disse.

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