Taxistas protestam contra atuação de particulares do Uber em saída de festa

Motoristas que trabalham com o aplicativo de transporte de passageiros foram encaminhados à 15ª DP, na Gávea

Por O Dia

Rio - Ao todo nove motoristas do Uber, cadastrados pelo aplicativo de celular para trabalharem como motoristas particulares, foram encaminhados à 15ª DP (Leblon) na madrugada deste sábado. Segundo taxistas legalizados pela Prefeitura do Rio - os chamados amarelinhos - os denunciados estavam trabalhando ilegalmente e levando frequentadores de uma festa realizada no Clube Germânico, no Alto Gávea, Zona Sul do Rio, para casa.

Os taxistas, então, organizaram um protesto na Rua Marquês de São Vicente para impedir a atuação do que chamam de táxis piratas. Em vídeos recebido pelo WhatsApp do DIA (98762-8248), percebe-se como o clima chegou a ficar tenso em alguns momento, mas não houve incidentes. Uma 'passageira' que estava em um dos carros acusados de operar com o Uber chegou a bater boca com taxistas, que bloqueavam a saída do veículo.

"Dá licença que eu quero ir para casa. Ilegal é o que vocês estão fazendo. Eu preciso ir para casa. Eu não vou sair a pé no meio dessa bagunça, eu moro aqui". Não identificada, no fim da filmagem a mulher é chamada de vagabunda por um dos taxistas. Outros profissionais fazem ameaças, gritando que um dia ela ainda dependerá dos táxis. 

A convocação para o protesto contra a atuação do Uber começou, no fim da noite de sexta-feira, em grupos criados no WhatsApp e redes sociais pelos taxistas. Eles se diziam indignados com a colocação de uma tenda de atendimento do aplicativo a frequentadores, na esquina das ruas Marquês de São Vicente e Antenor Rangel, próximo ao evento, oferecendo serviço de locomoção particular. Com a repercussão, a tenda teria sido levada para dentro do evento, denunciaram os taxistas. 

Policiais do 23º BPM (Leblon) acompanharam a movimentação e conduziram alguns motoristas para a delegacia. Segundo o batalhão, eles foram encaminhados para serem orientados sobre a não regularização desse tipo de serviço de transporte de passageiros pelo poder público municipal. 

O caso foi registrado como fato atípico. Apesar de constatado que os motoristas estavam cadastrados no Uber, a polícia considerou que eles não estavam exercendo a atividade irregular de transporte pago de passageiros. Os taxistas legalizados do Rio seguem convocando pelas redes sociais uma grande manifestação para a próxima quarta-feira, quando pretendem protestar contra o serviço de táxi clandestino na cidade. 

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