Comércio não abre as portas após tiroteio no Pavão-Pavãozinho e Cantagalo

Rua Sá Ferreira amanheceu silenciosa e sem movimento, em contraste com o que se viu nesta segunda-feira

Por O Dia

Rio - Com o comércio todo fechado, a Rua Sá Ferreira amanheceu silenciosa e sem movimento, em contraste com o que se viu nesta segunda-feira, quando um intenso tiroteio na região do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo assustou moradores destas comunidades e de bairros vizinhos.

Ruas próximas as comunidades Pão-Pavãozinho e Cantagalo%2C na Zona Sul%2C amanheceram vazias e comércio não abriu Estefan RAdovicz/Agência O Dia

Policiais do BAC subiram o Pavão Pavãozinho e, no pé do morro, um carro da PM dava cobertura. Poucas pessoas circulavam pelo local. Era como se algo pudesse acontecer a qualquer momento.

Segundo um funcionário do hotel logo abaixo da zona onde ontem se deu o conflito, houve perda de hóspedes que, com medo, deixaram o hotel. "As pessoas chegavam, tinham feito reserva, viam a aglomeração e iam embora. Ligavam, diziam que não estavam conseguindo chegar porque estava tudo fechado", conta ele, que trabalha no estabelecimento há três anos. "A gente já está até acostumado, mas ontem foi fora do comum. Pelo que me disseram, só foi pior mesmo quando a UPP veio pra cá", afirma. 

"Foi um tiroteio intenso. Os carros do Bope desciam com corpos na caçamba. Graças a Deus, aqui eles não mexem com a gente, não. Mas ali na rua, mandou fechar tudo", diz o funcionário de um supermercado na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, quase esquina com a Rua Sá Ferreira.

Ele mora na Baixada, trabalha no local há 25 anos e afirma que há cerca de 15 anos tiroteios como o do dia anterior se repetem. "Já teve tiroteio bem pior, de começar em um dia e só parar no outro. Tem hora que dá uma melhorada, dá uma aliviada, mas depois piora de novo", diz.

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