Turista argentino morre após se envolver em briga com brasileiros em Ipanema

Matias Carena, de 28 anos, foi agredido com socos e até uma muleta

Por O Dia

Rio - Um turista argentino de 28 anos, identificado como Matias Sebastian Carena, morreu na madrugada deste domingo após se envolver em uma briga com um grupo de brasileiros em Ipanema, Zona Sul do Rio. De acordo com as primeiras informações, a briga ocorreu após uma festa em um bar na Rua Vinícius de Moraes. Matias e três amigos argentinos se desentenderam com outras pessoas que saíam da festa e começaram a brigar na calçada.

Matias Carena (à direita) posa com amigo ao chegar em aeroporto no Rio de JaneiroReprodução Twitter

Seguranças conseguiram apartar a confusão, que continuou do outro lado da rua. Matias então se desequilibrou e caiu de cabeça em uma quina na calçada, ficando desacordado. Ele continuou a ser agredido com socos e até uma muleta.

A vítima foi levada para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, onde já teria chegado morta. A Divisão de Homicídios (DH) investiga o caso. Os três argentinos amigos de Matias já foram ouvidos pela DH, que foi até o local do crime. Os policiais também buscaram imagens de câmeras de segurança para tentar identificar os agressores.

Policiais da DH foram até o local do crime na manhã deste domingoErnesto Carriço / Agência O Dia

Segunda morte em menos de 48 horas

Morreu na manhã deste sábado a turista argentina Natália Cappetti, baleada em fevereiro, ao entrar por engano no Morro dos Prazeres, na Zona central do Rio. Ela estava internada no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro.

Na hora em que foi baleada, Natália estava em um carro com o marido e outro casal espanhol. Eles tentavam chegar ao Cristo Redentor, ponto turístico da cidade. Por engano, entraram na favela e foram alvo de ao menos seis tiros disparados por bandidos. Ela foi atingida nas costas.

Em dezembro do ano passado, episódio semelhante já havia acontecido no Morro dos Prazeres. O italiano Roberto Bardella foi assassinado ao entrar por acaso na comunidade.

Agente fotografa marca de sangue no chãoErnesto Carriço / Agência O Dia


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