Conta Social: TAC vai garantir a vida do boto-cinza

Símbolo do Rio de Janeiro, presente na bandeira do estado, espécie corre perigo, maltratada pela atividade industrial

Por O Dia

Rio - Símbolo do Rio de Janeiro, presente na bandeira do estado há 120 anos, o boto-cinza corre perigo, maltratado pela atividade industrial nas baías de Sepetiba e Ilha Grande. Três terminais portuários e um estaleiro da Marinha formam uma zona de exclusão, que proíbe a atividade pesqueira, empurrando pescadores para as áreas habitadas pelos botos-cinza. Até uma década atrás, havia cerca de 800 desses animais na região, a maior concentração da espécie no mundo, mas pelo menos metade não existe mais. Esta realidade, porém, pode mudar.

Boto-cinza é uma das dez espécies mais ameaçadas do estadoDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

A maior parte (R$ 22,6 milhões) dos R$ 36 milhões previstos no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado sexta-feira entre o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Transpetro será aplicada em ações sócio-ambientais que incluem a preservação da espécie. O restante será destinado a melhorar a segurança ambiental das atividades do Terminal da Baía de Ilha Grande (Tebig), em Angra dos Reis.

Válido por quatro anos, o TAC proíbe a transferência de óleo entre embarcações (ship to ship) nas duas baías. A medida foi tomada por conta de dois vazamentos de óleo ocorridos em março de 2015 na região. Já não era sem tempo.

Boas Ações em DIA

O movimento Floresta Viva em Mim, para reflorestar a Mata Atlântica na Quinta da Boa Vista, acontece hoje com apoio do Espaço Cria, Cantão e Tao Sustentabilidade.

O Galpão do Aplauso forma mais 115 jovens em seu curso gratuito de Operadores de Logística, patrocinado pelas Lojas Americanas. Como na primeira turma, metade pode ser empregada.

Pedro Werneck lança terça, no Jockey Club, o livro ‘O Improvável não é Impossível’, sobre os 20 anos do Instituto da Criança, que conecta empresas para apoiar projetos sociais.

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