Dilma vai ao STF para barrar impeachment

Em entrevista a blogueiros simpáticos ao governo, ela afirmou que lutará 'até a última trincheira'

Por O Dia

Em entrevista a blogueiros%2C Dilma avisa que irá recorrer ao STF Efe

Brasília - A presidente Dilma Rousseff disse ontem que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) para se manter no governo caso o processo de impeachment “fira a Constituição”. Em entrevista a blogueiros simpáticos ao governo, ela afirmou que lutará “até a última trincheira”.

A presidente contou que nunca foi torturada diretamente pelo coronel Carlos Alberto Ustra, ex-chefe do DOI-Codi homenageado, na votação do impeachment, pelo deputado Jair Bolsonaro (PSC). Revelou, porém, que Ustra lhe ameaçou no dia em que ela deixou a prisão. “Ele me disse: ‘Se você voltar aqui, vai acabar com a boca cheia de formiga’”, relatou.

A presidente também afirmou que o PSDB é o grande articulador do que classificou de “golpe” e que o processo de impeachment passou a ser encabeçado por peemedebistas após líderes tucanos serem “rechaçados das manifestações populares”.

COMISSÃO

Apenas quatro dos 20 integrantes já indicados para a comissão que analisará o impeachment no Senado são contra o afastamento da presidente Dilma. Duas das quatro vagas dos governistas serão ocupadas pelo PT, uma pelo PC do B e a quarta pelo PDT. A comissão terá 21 titulares e 21 suplentes e a eleição deles deverá ocorrer na próxima segunda-feira.

Todos os partidos, com exceção do PDT, já indicaram seus representantes na comissão. Entre os 14 nomes favoráveis ao impeachment, estão senadores que ocuparão posições estratégicas na comissão. Um deles é Antonio Anastasia (PSDB-MG), indicado para a relatoria do caso. A presidência ficará com o senador Raimundo Lira (PMDB-PB), que disse ainda não ter se decidido. 

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