Bate-boca faz Lewandowski suspender sessão de julgamento mais cedo para almoço

Senador Lindbergh Farias (PT-RJ) foi acusado por Ronaldo Caiado (DEM-GO) de comandar uma cracolândia em seu gabinete

Por O Dia

Brasília - O presidente do STF e do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rrousseff, Ricardo Lewandowski, suspendeu a sessão mais cedo para almoço após um bate-boca acalorado. Os ânimos estavam tão exaltados que ele chegou a ameaçar usar seu "poder de polícia". A sessão já havia sido suspensa e retomada pouco antes das 11h da manhã desta sexta-feira. É previsto que o trabalho, que durou menos de duas horas, volte às 13h.

Ex-presidente da Comissão Especial do Impeachment%2C senador Raimundo Lira conversa com o presidente do STF%2C Ricardo Lewandowski no início da sessão de julgamento de impeachmentAgência Brasil

Antes do recesso, Ricardo Lewandowski, chegou a ameaçar cancelar o horário de almoço dos senadores se eles não respeitassem as orientações sobre pronunciamentos na sessão tamanha a confusão no local.

Em reação à fala da senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) sobre moral, o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) pediu a palavra e lembrou que a parlamentar é acusada de corrupção. Os ânimos se exaltaram e Calheiros chegou a mencionar que a sessão era uma demonstração de "burrice infinita".

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) interveio na fala do colega sobre Gleisi gritando que aquilo era uma "baixaria". A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) também o fez.

O primeiro bate-boca começou quando o senador petista Lindbergh Farias (RJ) pediu a palavra e atacou o democrata Ronaldo Caiado (GO) que lhe antecedeceu. "Esse senador que me antecedeu é um desqualificado. O que fez com senadora Gleisi é de covardia impressionante, dizer que tentou aliciar testemunha", afirmou o petista.

Caiado respondeu fora dos microfones. Disse que Lindbergh tem mais de 30 processos no STF e "cracolândia em seu gabinete". Como o tumulto continuou, o presidente do STF pediu que os microfones fossem desligados e a sessão suspensa por cinco minutos.

Na sequência, Lewandowski alertou Lindbergh. "Não posso admitir palavras injuriosas dirigidas a qualquer senador. Vou usar meu poder de polícia para exigir respeito mútuo e recíproco."