Show de Caetano Veloso em ocupação do MTST é proibido em São Bernardo do Campo

Cantor e artistas fizeram ato ao lado de manifestantes

Por O Dia

São Paulo - A prefeitura de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, embargou o show do cantor Caetano Veloso na ocupação Povo Sem Medo, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), marcado para as 19 horas desta segunda-feira.

Segundo a produtora cultural Paula Lavigne, mulher de Caetano, a Polícia Militar estava na entrada da ocupação proibindo a entrada de equipamentos no local: "A prefeitura disse que sem autorização não tem show e está barrando a entrada dos equipamentos", disse.

Caetano Veloso reuniu artistas em ato do MTST%2C em São bernardo do CampoReprodução Facebook

Ao lado das atrizes Sonia Braga e Alline Moraes e da cineasta Marina Person, Paula foi até a prefeitura para tentar negociar uma solução com o prefeito Orlando Morando (PSDB).

O show estava marcado desde a semana passada e foi amplamente divulgado nas redes sociais pelo movimento 342 Arte, encabeçado por Caetano e Paula, que reúne artistas, intelectuais e personagens do mundo político para discutir o País.

Caetano cancelou a apresentação após a decisão judicial, a qual chamou de "manobras legais", mas manteve o ato na ocupação, no qual também teve a participação, além das atrizes já citadas, da atriz Letícia Sabatella, dos cantores Emicida e Criolo, e do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ). 

"Nós viemos aqui com vontade de cantar e com a missão de cantar para mostrar solidariedade ao movimento que vocês levam à frente Mas, como vocês já sabem, manobras legais foram feitas para que o show não pudesse acontecer", afirmou o cantor em cima do palco onde se apresentaria. "Nós estamos aqui, estamos juntos."

A ocupação 'Povo Sem Medo' reúne há dois meses mais de 7 mil famílias em um terreno próximo a bairros de classe média em São Bernardo e é motivo de tensão entre os sem-teto e as autoridades locais.

Marcha

Nesta terça-feira, o MTST, liderado por Guilherme Boulos, pretende fazer uma marcha desde a ocupação até o Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, para cobrar uma solução do governo Geraldo Alckmin (PSDB). 

Com informações do Estadão Conteúdo

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