Trem do Samba desembarca em Nice, na França

Marquinhos de Oswaldo Cruz promete sacudir a Europa com batuque brasileiro

Por O Dia

Cônsul francês Brice Roquefeuil%2C Tia Surica e Marquinhos de Oswaldo CruzDivulgação

Rio - O maquinista já deu OK, a viagem internacional começou. O tradicional Trem do Samba partiu da Central do Brasil, passou por Madureira, e a próxima parada acontece no dia 1º de outubro, na estação de Nice, na França. É a primeira vez que as batucadas de bambas serão ouvidas em vagões fora do Brasil. Marquinhos de Oswaldo Cruz, curador do projeto, afirma que o objetivo é fazer os gringos ‘saírem dos trilhos’, mostrando para eles o que já é sucesso por aqui. Em dezembro, o Trem do Samba comemora sua 20ª edição. O músico se apresentará com sua banda, junto com Tia Surica, da Portela, Jongo da Serrinha e Thais Macedo.

“Vamos levar a música do subúrbio carioca, que tem muita riqueza cultural, para os franceses. Já fiz show para eles aqui no Rio, e eles amaram”, conta Marquinhos.

O evento acontece entre os dias 1 e 3 do próximo mês, com cerca de 40 minutos de duração, passando por alguns pontos estratégicos de Nice. Os responsáveis pela importação do projeto foram Christian Estrosi, prefeito de Nice, e Vagner Fernandes, tutor do Trem do Samba. “Vamos circular num VLT, desses modernos. Queremos que as pessoas conheçam esse samba que não é o samba-enredo, nem o pagode, nem a bossa nova, e que nunca penetrou na Europa”, argumenta o músico, acrescentando que o foco principal é fazer com que o gênero faça parte dos festivais de música da Europa. “O dinheiro nesse momento é o de menos. Existem mais de cem festivais na Europa, o foco é abrir um novo mercado para a gente.”

Longe do calor e da agitação que marcam a singularidade do Trem do Samba no Rio, fica difícil imaginar vagões povoados por franceses, mas Marquinhos garante que os gringos entendem bem quando o assunto é animação.

“Graças a Deus, chegamos à elite. É importante que todos tenham a oportunidade de conhecer nossa história, nossas raízes. O subúrbio está em alta, por isso essa viagem é tão importante. O samba é o dono do corpo. As pessoas vão ouvindo a batucada e logo estão dançando. Não vai ter passista, mas vai ter muito miudinho, partido alto, aquele samba à moda antiga”, adianta ele, que aposta nas mulheres francesas para esquentar a animação.

“Conheço uma francesa que toca uma cuíca que é uma beleza. Mas muitos brasileiros vão estar lá com a gente também. Quem não quiser batucar bate palma que lá vamos nós”. No fim da linha, os franceses encontrarão um novo amor: o samba carioca. 

Últimas de Diversão