Ingrid Guimarães: 'Nunca me humilhei por amor'

A personagem da atriz em 'Novo Mundo' faz de tudo para conquistar o coração de Joaquim

Por O Dia

Rio - Elvira rasteja, implora, chora, trapaceia. A personagem de Ingrid Guimarães em ‘Novo Mundo’, da Globo, faz de tudo para conquistar de vez o coração de Joaquim (Chay Suede). Mas a humilhação é só na ficção. Na vida real, a atriz é taxativa: “Nunca me humilhei por amor. Mas acho bonito quem tem essa entrega”.

Sotaque

No ar há quase dois meses, Ingrid comemora o sucesso de sua personagem, uma vilã tragicômica. “Não imaginei que novela das 18h tivesse tanto apelo nas ruas. Nunca tinha feito. Estou bombando com as velhinhas. Toda hora me para uma velhinha na rua dizendo que adora a Elvira, que adora o meu sotaque português”, gaba-se. “Só minha filha que não gosta. Ela diz: ‘Não aguento quando você fala daquele jeito’ ou ‘Não fala comigo daquele jeito, mamãe’”, diz, aos risos, sobre a filha Clara, de 7 anos.

Fisioterapia

No início das gravações, um susto. Ingrid gravava uma sequência de perseguição quando escorregou e caiu em cima do joelho. “Nada me abalou. Fiz fisioterapia por um mês. A novela é física. Não se vê muita gente sentada tomando café da manhã. Tem ação”, comemora.

Atriz disse nunca ter se humilhado por paixãoDivulgação

Aprendendo com Elvira

Na trama de Thereza Falcão e Alessandro Marson, Elvira Matamouros é uma atriz portuguesa de ‘commedia dell’arte’ e já passou por poucas e boas para viver ao lado do seu grande amor, Joaquim, que não quer nada com ela. “A pessoa vem escondida em um navio de carga, vestida de marinheiro, passa fome, o marido morre a princípio, passa dificuldades para viver, cria um bebê que não é dela, é feita de escrava por dois malucos”, enumera a atriz. Mas acima de tudo, Elvira se acha a última bolacha do pacote. “Ela se acha linda, famosa, poderosa, a melhor atriz da Europa. Quem me dera ter essa autoestima. Mas estou aprendendo com ela”, brinca.

Quase onipresente

Elvira conseguiu separar, temporariamente, Joaquim de Anna (Isabelle Drummond), mas nada disso faz com que consiga ter o amor do jovem ator. Além disso, a vilã ainda precisa dar um jeito de se livrar de Licurgo (Guilherme Piva), que foi enfeitiçado pela portuguesa no lugar de Joaquim e que agora morre de amores por ela.

“A novela exige muito mais da gente do que qualquer coisa. O legal é que crianças podem ver e minha filha volta e meia assiste”, vibra ela, que praticamente já contracenou com todo o elenco da trama. “Eu já ‘colei’ até nos empregados da corte. Só falta eu ficar pelada com o núcleo dos índios. Melhor não dar essa ideia. Não estou podendo”, brinca a atriz.

Nada a provar

Conhecida também por suas várias personagens de séries, a atriz conta que esperava a oportunidade para ter um papel interessante em novelas “Tenho público feminino e adolescente muito grande. Queria muito voltar para as novelas e fazer algo totalmente diferente. Expus isso aqui dentro (na Globo). Disse: ‘Me chama para fazer algo que nunca fiz’. E chamaram”, salienta. “Estou em uma fase da vida em que fiz sucesso no teatro, no cinema e na televisão. Muito (sucesso) em todos. Não preciso provar mais nada. O que quero hoje na minha vida é fazer coisas diferentes”, acrescenta.

'Cócegas', o retorno

Ainda lembrada pelo sucesso do espetáculo ‘Cócegas’ — que estreou há 16 anos e ficou 11 anos em cartaz, ao lado da amiga e atriz Heloísa Périssé —, Ingrid faz uma análise da própria carreira. “O balanço que faço da minha carreira é milagre. Deus uma hora falou: ‘Deixa eu ajudar essa moça’. Na época de ‘Cócecas’, eu e a Lolô (apelido de Heloísa Périssé) tínhamos R$ 400 para montar. Estávamos muito ferradas mesmo. O ‘Cócegas’ me emociona, mudou a minha vida, mudou tudo. Costumo dizer que saí da porta dos fundos, dei a volta e entrei pela porta da frente. Inclusive aqui dentro da Globo. A gente ganhou um programa nosso no domingo à noite.

O teatro mudou a vida da gente, isso é raro”, afirma a atriz, referindo-se à série ‘Sob Nova Direção’, entre 2004 e 2007. As amigas até planejam retomar a parceria e fazer uma curta temporada, de seis meses, de ‘Cócegas’, para matar a saudade dos fãs. “A Lolô fala que está muito velha para fazer a Tati. E eu para fazer a Leandra?”, indaga, aos risos. 

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