Carnaval se encerra com festa do Monobloco e guerra de purpurina

Da manhã à noite, foliões capricharam na despedida da Festa de Momo

Por daniela.lima

Rio - O Carnaval chegou ao fim, e os foliões capricharam na despedida. Ontem de manhã, o Monobloco, que completava 15 anos, arrastou 500 mil pessoas pelas ruas do Centro, com homenagem à cantora Beth Carvalho e aos 450 anos da cidade. Mais tarde, por volta das 18h, o Rio Maracatu fez seu desfile de ressaca. Ao som de muita batucada, diversos grupos de maracatu saíram da Fundição Progresso dançando e atraindo olhares encantados. Logo após o bloco passar, uma guerra de purpurina tomou conta dos Arcos da Lapa iluminando a noite. 

A guerra de purpurina começou com convocação no Facebook e invadiu a Lapa com todo o seu brilhoJoão Laet / Agência O Dia


Criado em 2000, o Monobloco teve os seus primeiros quatro desfiles pela Zona Sul, até crescer e ser transferido para o Centro. A mudança, segundo o fundador, Pedro Luís, só confirmou a ideologia do grupo. “Nossa palavra de ordem é diversidade. Tanto musical, como de público. Depois que viemos para cá, ficou mais fácil de contemplar a todos”, disse.

Apesar de algumas confusões isoladas e pedidos dos músicos para que “a malandragem se adiantasse”, grupos de amigos, famílias, casais e solteiros pularam e cantaram no embalo de marchinhas, funk, rock e pop.

Já o Rio Maracatu foi levado pelas canções populares e muitas rodadas de saia. Antes de começar o cortejo, os integrantes se reuniram em uma roda embaixo dos Arcos da Lapa, cantando o refrão “cheguei, meu povo, cheguei pra vadiar”. O bloco foi até a Igreja Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores e voltou pela Avenida Mem de Sá até a Fundição Progresso.

Quem ocupou os Arcos então foram os participantes da guerra de purpurina. Segundo o organizador do evento no Facebook, Léo Caettano, 33 anos, tudo começou com uma brincadeira. “Criei o evento para alguns amigos e quando vi tinham 10 mil pessoas. Viralizei!”, disse.

Em meio ao brilho, músicos da Orquestra Voadora tocavam marchinhas, enquanto meninas em pernas de pau jogavam mais purpurina.

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