Mariana Gross e Carlos Gil comandam as transmissões dos desfiles da serie A

Dupla foi orientada a falar somente o indispensável e deixar o samba rolar

Por O Dia

Rio - Quem gosta de Carnaval já sabe. Amanhã, a partir das 23h, e sábado, às 22h45, acontece a transmissão na Globo dos desfiles da série A. Mariana Gross continua no posto de apresentadora e a novidade fica por conta de Carlos Gil, que estreia no comando da atração — antes a vaga era de Alex Escobar.

Mariana Gross e Carlos GilMaurício Fidalgo / TV Globo

Para Mariana, a missão é prazerosa, mas exige alguns sacrifícios. “Meu filho Antonio está com um ano e sete meses. É mais difícil sair de casa. No ano passado, ele tinha meses e não entendia. Agora já entende, e eu aviso: ‘A mamãe vai sair para trabalhar’. Ele diz: ‘Trabaiar’. Ele é bem tranquilo. O pai ajuda muito também. Mas o coração de mãe fica apertado, mas sou apaixonada pelo meu trabalho”, derrete-se.

Gil quer deixar sua marca registrada. “Não sou Alex Escobar e nem vou tentar imitar. Ele tem um estilo muito próprio, é rapido no gatilho, tem piada pronta, sacada genial. Quero ser o Carlos Gil, parceiro da Mariana, que compartilha a paixão do Carnaval e não tem pretensão de tentar fazer igual a ninguém”, frisa o jornalista, que é muito conhecido pelas reportagens esportivas. “Muita gente pode se surpreender com esse meu lado”, completa.

Mariana garante que ficaria acordada mesmo que não fosse por obrigação de cobrir a maratona de 14 escolas — a transmissão termina no primeiro dia às 7h10 e 7h30 no segundo. “Desde pequena gostei de Carnaval. Quando mais nova, era a única época que minha mãe me deixava ficar acordada até tarde”, lembra, aos risos. Ela só não entrega por qual escola seu coração bate mais forte. “Não posso falar. Existe uma ciumeira sem fim entre os integrantes”, justifica. Gil é mais desencanado: “Sou Império Serrano desde o samba ‘Bum Bum Paticumbum Prugurundum’, de 1982”, confessa.

FALAR O INDISPENSÁVEL

Uma das preocupações da dupla é de falar apenas o indispensável. “A gente tem a orientação que é deixar o samba rolar, ouvir a bateria. Esse momento de respiro, esse silêncio da nossa parte é importante na dinâmica da transmissão”, pontua Gil.

ENERGÉTICOS E SEM CERVEJA

Mariana tem uma lista infalível para aguentar as aproximadamente oito horas de transmissão ao vivo amanhã e no sábado — e, no domingo e na segunda seguintes, cobrir como repórter o desfile do Grupo Especial no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. “Comprei no supermercado frutas, verduras e energéticos”, conta. Gil lembra que café não está proibido, mas que a fonoaudióloga que cuida do pessoal da Globo recomendou que fosse evitado. “Ela indicou bastante isotônico e para evitar bebida alcoólica semanas antes. É bom dar uma segurada”, entrega ele, aos risos.

NOVA PARCERIA

Sobre o novo parceiro de trabalho, Mariana é só elogios. Para ela, Gil é uma enciclopédia ambulante de Carnaval. “Ele sabe tudo sobre a história e campeonatos das escolas, os enredos, os integrantes... Veio para enriquecer a cobertura”, derrete-se. Carlos Gil diz que a colega de trabalho é muito gentil, mas confessa que seu encantamento por Carnaval o ajuda a lembrar fatos e dados importantes. “Sou um folião que gosta de acompanhar o Carnaval o ano inteiro. Mas não tenho muita preocupação com dados históricos ou muito menos em ficar provando que conheço do assunto. Quanto mais natural eu for é melhor”, defende.

FOLIÕES FORA DA TV

Foliã assumida, Mariana sempre que pode vai em um bloco de Carnaval. Antes da maternidade, a rotina dela era ir aos blocos bem cedo em Santa Teresa ou no Suvaco de Cristo, no Jardim Botânico, perto do prédio da Globo. “Hoje a coisa mudou, tenho filho, diminuí o ritmo porque não aguento o tranco, mas vou nos blocos infantis. O Antonio tem algumas fantasias como de surfista e de sultão”. Já Gil tentará entre uma brecha e outra passar no setor 10, onde já virou um ponto de encontro entre seus familiares e amigos. “Uma prima minha até conheceu o marido nesse setor. Tenho amigos nesse setor em que nos encontramos apenas uma vez por ano. É uma tradição”, diverte-se.

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