Lula: “Nenhum petista pode aceitar que um tucano bicudo o chame de corrupto”

O ex-presidente criticou a fala do ex-presidente tucano FHC, que avaliou os eleitores de Dilma como menos informados

Por O Dia

Rio - Em plenária promovida pelo PT em apoio a campanha à reeleição de Dilma Rousseff na noite desta quinta-feira (09), em São Paulo, o ex-presidente Lula criticou as denúncias publicadas na imprensa de que teria sido pressionado a indicar Paulo Roberto Costa para a diretoria da Petrobras, durante o seu governo na Presidência da República.

“Basta insinuar que a imprensa publica e tudo vira verdade. É só insinuar, não precisa provar, eu estou de saco cheio”, disse o ex-presidente, em plenária no Sindicato dos Bancários, no centro da capital paulista. Nesta quinta, foram revelados pelo jornal O Estado S. Paulo trechos depoimentos de Costa à Justiça, no qual ele acusa PT, PMDB e PP de receberem suposta propina de contratos da Petrobras.

Lula atacou o PSDB, partido do adversário de Dilma na corrida presidencial, o candidato Aécio Neves. “Nenhum petista pode aceitar que um tucano bicudo o chame de corrupto”, atacou o ex-presidente.

Ex-presidente em plenária de apoio a Dilma RousseffDivulgação

O ex-presidente criticou a fala do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, que avaliou os eleitores de Dilma como menos informados. “Aquilo não é só um discurso, é essa é cultura dele. Eles não estão falando apenas do Nordeste, tão falando da periferia de São Paulo, da periferia do Rio de Janeiro”, apontou Lula.

“Hoje no Nordeste, eles não ganham só cesta básica. Hoje eles ganham a sua cidadania”, prosseguiu Lula, dizendo ainda que a disputa presidencial é de projetos distintos, e não apenas de um homem contra uma mulher.

Para o ex-presidente, Aécio representa tudo é que velho com uma roupagem nova. “É o FMI dando palpite sobre a economia brasileira”, exemplificou o petista. Lula disse ainda que os pobres eram tratados apenas como estatísticas no governo do tucano.

Ele conclamou os militantes a fazer campanha em São Paulo “de porta em porta, cara a cara”, para convencer as pessoas que não pode haver retrocesso.

Haddad e Padilha

No palanque no Sindicato dos Bancários, estavam petistas estrelados, como Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, o senador Eduardo Suplicy, que não se reelegeu, Rui Falcão, presidente do PT, e Alexandre Padilha, candidato petista derrotado na disputa pelo governo de São Paulo.

O ex-presidente fez um mea-culpa pelo mal desempenho do PT na disputa ao Palácio dos Bandeirantes. “Nós, a começar por mim, estamos em falta com o Padilha. Algo está errado no nosso discurso, faltou politica”, ressaltou.

O prefeito de São Paulo recebeu um afago do ex-presidente. “Em um ano, ele estão cobrando deste moço aqui, o que cobraram do [José] Serra e do [Gilberto] Kassab em 12 anos.”

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