Mendigo pula no rio Paraíba e salva casal de namorados

Após discutirem relacionamento, mulher se jogou de ponte. Namorado saltou em seguida para tentar salvá-la

Por O Dia

São Paulo - Um morador de rua, que vive com a família embaixo de uma ponte em Guaratinguetá, São Paulo, salvou um casal de afogamento, após uma discussão entre eles. A mulher de 38 anos pulou da ponte Euclides Jesus Zerbini no rio Paraíba, depois que brigou com namorado de 37 anos.

Wesley Alves Marcelino vive há dez anos embaixo da ponteDivulgação


De acordo com a Polícia Civil, o casal discutia o fim do relacionamento quando a mulher teria ameaçado a pular no rio. O namorado duvidou e ela decidiu pular. Ele pulou na água em seguida na tentativa de resgatá-la. O morador de rua, Wesley Alves Marcelino, que vive há 10 anos embaixo da ponte com a esposa e dois cachorros, estava dormindo quando ouviu o barulho na água.

Ele viu o casal se afogando e pulou no rio com uma corda e um pedaço de isopor. "Eu peguei a corda, amarrei bem forte no braço, no ombro dele, passei do lado para amarrar ela, porque ela estava totalmente fora de controle e falei pra ele encostar na pilastra para não acontecer o pior, da margem levar, porque eu não ia conseguir tirar", contou.

Após resgatar os dois, Wesley voltou a margem do rio e pediu socorro ao Corpo de Bombeiros. O ato de heroísmo pode ter salvado a vida do casal. "Foi fundamental a ajuda que ele deu, porque os dois tinham caído no rio e ele acabou direcionando, eles ficaram parados na coluna. Então, o bombeiro chegou lá e retirou, mas se não fosse a presença do Wesley com certeza teriam os dois se afogado", afirmou o capitão Luiz Alves.

O morador de rua disse que não se considera um herói. "Sou um cara que, se puder ajudar, na medida do possível, eu vou ajudar sim", disse.

De acordo com a Polícia Civil, o casal passa bem, mas a mulher, que teria problemas psiquiátricos, foi internada na ala psiquiátrica da Santa Casa da cidade. O homem já foi atendido e liberado. Como o caso não resultou em morte ou lesão corporal grave, o ato não será investigado pela polícia.

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