Homem tem cirurgia cancelada pela terceira vez e protesta na Santa Casa de GO

'Já estava pelado e o médico falou que eu não podia fazer não a cirurgia, que procurasse o Ministério Público', diz aposentado

Por O Dia

Goiás - Um paciente do hospital Santa Casa de Misericórdia resolveu fazer um protesto após ter sua cirurgia cancelada pela terceira vez pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nesta quarta-feira, em Goiânia. Paulo Francisco, de 56 anos, usava um gorro, um protetor de pé e segurava o soro que já estava com acesso à veia. “Eu já estava pelado e o médico falou que não, que eu não podia fazer não [a cirurgia], que eu procurasse o Ministério Público”, disse. Segundo a superintendente do hospital, a cirurgia está marcada para esta quinta-feira.

Francisco diz que passou mais de 24 horas sem se alimentar em virtude do procedimento. Ele diz que sentiu forte cólica renal e fraqueza, no entanto, não recebeu ajuda de nenhum funcionário do hospital. Apesar do equipamento médico que seria utilizado no procedimento ainda não estar liberado para uso, a cirurgia será realizada utilizando métodos tradicionais e mais invasivos.

Aposentado teve cirurgia desmarcada em cima da hora e foi para porta do hospital protestarReprodução TV

O médico urologista que faria a cirurgia diz no receituário que o homem possui obstrução renal por cálculo, o que compromete o funcionamento dos rins. O cirurgião alegou que a Santa Casa havia dado um parecer de liberação do uso do aparelho necessário para a cirurgia, mas no momento do procedimento o informou que o mesmo não poderia ser utilizado.

A direção do hospital declarou que o aparelho necessita de esterilização e havia passado por outro procedimento, ficando impossibilitado de atender à cirurgia naquele momento.

O drama do aposentado comoveu outros pacientes que estavam no hospital, que passaram a também cobrar soluções. “É ser humano igual a nós e eu tenho certeza que ele já trabalhou e pagou os impostos que necessários para ter esse direito que está precisando agora, sem ter ninguém para apoiá-lo”, disse uma mulher no local.

A mulher chegou a ligar para o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) para levarem o paciente até a sede do Ministério Público para cobrar o direito ao procedimento, mas os socorristas afirmaram que não poderiam fazer esse transporte e o homem foi convencido a voltar para dentro da instituição.


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