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Nome de Lula é mencionado mais de um milhão de vezes no Twitter em 10 horas

Ex-presidente ficou entre os assuntos mais comentados nos Trending Topics, ficando em primeiro o dia todo

Por bianca.lobianco

São Paulo - O nome de Lula foi mencionado mais de um milhão de vezes em 10 horas durante a cobertura de sua condução coercitiva pela Polícia Federal na 24ª fase da Lava Jato na manhã desta sexta-feira. O petista prestou depoimento por mais de três horas na sede da PF no aeroporto de Congonhas.

Manifestantes pró e anti-Lula debateram amplamente a operação, que contou com 200 agentes para realizar mandado de busca e apreensão em três estados. Lula liderou o Trending Topics Mundial por mais de 10 horas. Os termos Lula e Petrobras ficaram entre os dez assuntos mais comentados do dia.

Lula durante o discurso na sede do PT%2C em São PauloReprodução Internet

O discurso inflamado do ex-presidente na sede do PT em São Paulo deu a entender que ele se candidatará novamente ao cargo em 2018. Lula se mostrou "indignado" com a maneira como a PF foi até a sua residência, disse que se sentiu um "prisioneiro" e chamou a ação como um "espetáculo de pirotecnia".

"Sinceramente, já passei por muita coisa na minha vida, não sou homem de guardar ressentimento, guardar mágoa, mas não pode continuar assim. Eu acho que eu merecia um pouco mais de respeito neste país", afirmou.

Ele destacou ainda que jamais se recusou a dar depoimentos durante as investigações da Operação Lava Jato e lembrou que já conversou com os agentes em outras ocasiões, como em janeiro, em Brasília. "A minha indignação é pelo fato de 6h da manhã terem chegado na minha casa, vários delegados, aliás, muito gentis, não sei se são sempre assim, mas muito gentis, pedindo desculpas, que estavam cumprindo uma decisão judicial e a decisão era do juiz Moro. A minha bronca é com o Ministério Público", reforçou.

Lula ressaltou ainda que a PF não precisava ter levado uma "coerção" na casa dele. "Era só ter me comunicado. Antes dele, já fazíamos a coisa correta nesse país. A gente já lutava para fazer a coisa certa nesse país. Lamentavelmente preferiam usar a prepotência, a arrogância. Se o juiz Moro e o Ministério Público quisessem me ouvir, era só ter me mandado um ofício e eu ia como sempre fui porque não devo e não temo", contou.

No discurso, o ex-presidente criticou a imprensa, principalmente a TV Globo e as revistas Istoé e Época, pelo que considera um "espetáculo midiático" e disse que "hoje quem condena as pessoas são as manchetes". "Eu me senti ultrajado, como se fosse prisioneiro, apesar do tratamento cortês do delegado da Polícia Federal. Se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça, bateram no rabo. A jararaca tá viva, como sempre esteve", afirmou.

Por fim ele ainda deu um recado para a oposição e deu a entender que pode vir como candidato às eleições presidenciais de 2018. "De qualquer forma nada disso diminui minha vontade. Eles acenderam em mim a chama de que a luta continua", finalizou Lula.

Além da condução coercitiva, foram expedidos mandados de busca em diversos endereços do ex-presidente, como parte da 24ª fase da Operação Lava Jato. Segundo o procurador da República, Carlos Fernando Lima, da Operação Lava Jato, há indícios de que Lula recebeu pagamentos, seja em dinheiro, presentes ou benfeitorias em imóveis das maiores empreiteiras investigadas na operação policial. De acordo com o procurador, foram cerca de R$ 20 milhões em doações para o Instituto Lula e cerca de R$ 10 milhões em palestras de empresas que também financiaram benfeitorias do sítio em Atibaia e de um apartamento tríplex no Guarujá.

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