Diretor de Bolshoi atacado por ácido volta a Moscou e ao trabalho

Ele ficou praticamente cego por causa de ataque na noite 17 de janeiro

Por O Dia

Sergei Filin, logo após sair do hospitalReprodução Internet

Moscou (Rússia) - O diretor do balé Bolshoi, Sergei Filin, foi recebido neste sábado com flores por familiares e colegas no aeroporto de Moscou, após chegar da Alemanha, onde se recuperava do ataque com ácido que sofreu há nove meses por encomenda de um de seus dançarinos e que quase o deixou cedo. Sua esposa, Maria Propvich, sua irmã, Elena, assim como companheiros do mundo do balé e jornalistas o aguardavam para dar as boas-vindas a Filin.

"Terei que retornar para a Alemanha. Não se pode dizer que tenham me dado alta. Farei viagens curtas que não interferirão no trabalho", disse Filin, que na segunda-feira deve ir ao Bolshoi. "Pela manhã irei à clínica do Bolshoi. Os médicos me examinarão e depois começarei a trabalhar.

À tarde estarei na abertura oficial da temporada", afirmou Filin, segundo a agência "RIA Novosti". "Estou bem, senão não poderia ter voado. Pouco a pouco vou avançando. Posso ver vocês. O olho esquerdo foi estabilizado, com ele posso ver o que se passa no palco e voltar ao trabalho", disse o diretor. Por outro lado, acrescentou que o estado de seu olho direito continua sendo grave. "Mas agora já posso ver meus dedos, isto é uma boa conquista. Antes não podia", comentou.

O diretor artístico do lendário balé ficou praticamente cego por causa do brutal ataque ocorrido na noite de 17 janeiro, quando um homem, supostamente contratado pelo dançarino Pavel Dmitrichenko, jogou ácido em sua cara. Filin ingressou no hospital universitário da cidade alemã de Aachen com queimaduras de terceiro grau no rosto e um olho queimado.

Desde então, foi submetido a mais de 20 operações. A investigação sobre o caso continua e Pavel, o homem que jogou o ácido e um terceiro indivíduo que levou Filin para a cena do crime estão presos preventivamente. Os três foram acusados formalmente há uma semana de "causar um grande dano à saúde" do diretor e podem ser condenados a 12 anos de prisão.

Segundo a acusação, o dançarino teria encarregado o ataque contra Filin ao considerar que o diretor da companhia relegava a um segundo plano sua esposa, a também dançarina do Bolshoi Angelina Vorontsova.

Últimas de _legado_Mundo e Ciência