Editorial: Ainda há tempo para a Copa das Copas

Se por um lado a Copa experimenta sucesso absoluto com estádios lotados e espetáculos emocionantes e de belos gols, por outro o mesmo não se pode dizer da organização

Por O Dia

Rio - Não chegou nem à metade da competição e a Copa do Mundo já caminha mesmo para ser a Copa das Copas. Isso no que depender do Brasil. Porque pelo lado da Fifa, que tantas exigências estapafúrdias fez, o megaevento está deixando a desejar. Se por um lado a Copa experimenta sucesso absoluto com estádios lotados e espetáculos emocionantes e de belos gols — e, o mais importante, o congraçamento entre povos distintos em clima de festa a cada jogo —, por outro o mesmo não se pode dizer da organização. Até aqui, falhas vêm provocando longas filas nas catracas, deixam sem comida e bebida grande parte do público e, o pior, permitem invasão de grupos de baderneiros, travestidos de torcedores, que ameaçam a integridade física de terceiros e a deles próprios.

Embora a organização seja de inteira responsabilidade da Fifa, diga-se de passagem, para o mundo, a imagem do país é que fica desgastada. É inaceitável, por exemplo, que após todo o planejamento para garantir a segurança dos torcedores, o Maracanã seja palco de balbúrdia promovida por um grupo de chilenos celerados, que invadiram o estádio e destruíram parte do centro de imprensa, no jogo entre Chile e Espanha, anteontem. O lamentável episódio aconteceu três dias após um entrevero com argentinos.

Já passa da hora de os organizadores, que exigiram do Brasil arenas bilionárias no ‘padrão Fifa’, tratarem com o mínimo de dignidade o público, que, afinal, pagou muito caro por ingressos, traslados e estadias. Quanto às invasões, é preciso rigor nas punições para que não se repitam, como o ultimato aos chilenos invasores para que deixem o país. Não se sabe se o Brasil vai levar a Taça. Mas ainda há tempo para consertar os erros e fazer dessa Copa uma das melhores da História.

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