Cabral e Paes pedem R$ 4,3 bi em Brasília

Dinheiro seria usado em plano de mobilidade urbana. Nesta segunda, caos tomou conta do Centro

Por O Dia

Rio - O governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes estiveram nesta segunda-feira em reunião com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para mostrar os projetos de mobilidade que vão concorrer a uma parte das verbas de R$ 50 bilhões, prometidas pela presidenta Dilma Rousseff para o setor.

Ao todo, estado e município pediram R$ 4,3 bilhões. O governo estadual pediu R$ 2 bilhões para a Linha 3 do metrô (Niterói-São Gonçalo), que já contava com R$ 500 milhões federais. Os outros R$ 2,3 bilhões seriam usados pela prefeitura para o BRT Transbrasil e um novo corredor que cortaria a Zona Oeste.

Trânsito ficou complicado nos dois sentidos da Avenida Presidente VargasPaulo Alvadia / Agência O Dia

Trânsito lento e falhas admitidas

O primeiro dia útil do fechamento do Elevado 31 de Março para as obras do projeto Porto Maravilha gerou um caos no trânsito do Centro nesta segunda-feira, com reflexos na Avenida Brasil e zonas Norte e Sul. O plano de obras prevê o fechamento do acesso à via, no sentido Santo Cristo, das 5h às 14h, o que fez com que os cariocas enfrentassem congestionamentos por toda a manhã. Alguns preferiram saltar dos ônibus e ir a pé aos seus destinos.

O presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio, Alberto Gomes Silva, reconheceu falhas na comunicação das mudanças. “Começamos a anunciar as interdições na quarta, fizemos panfletagem e foi divulgado pela mídia. Mas percebemos que, ainda assim, muitos motoristas não sabiam das alterações no trânsito. Já começamos os ajustes para que isso não se repita. Vamos, inclusive, aumentar o número de agentes da CET-Rio na região, de 70 para 85, a partir de amanhã (terça-feira)”, afirmou. A Secretaria Municipal de Transportes informou ainda que serão reforçados os painéis de mensagens em diversas avenidas de acesso ao Centro.

Depois de passar duas horas ao volante em uma viagem entre o Centro e a Ilha do Governador, o motorista Manoel Antônio, 58 anos, desistiu de enfrentar o trânsito. “Eu demorava no máximo 40 minutos para chegar até a Ilha. Não tem como eu trabalhar à tarde. Deu um nó no trânsito e tem que existir algum esquema para desfazer esse nó”, criticou Manoel, que trabalha com transporte de carga.

A publicitária Mariana Andrade, 29, preferiu sair do ônibus e seguir a pé para o trabalho: “Saí da Tijuca para o Centro e fiquei parada no trânsito por uma hora. Saltei na Presidente Vargas e fui a pé”, reclamou.

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