Plano se recusa a tratar de criança

Pequeno Miguel precisa ser avaliado por neurologista, mas mãe não consegue médico e penou por exame

Por O Dia

Rio - O calvário de uma mãe que procura tratamento para o filho, vítima de quedas repetitivas, continua. Tudo porque não há neurologista para atendê-lo de emergência pelo plano de saúde, pago rigorosamente desde os primeiros meses de vida do pequeno Miguel Angelo Antunes de Araújo, de 2 anos.

Segundo a secretária Cristina Marinho Antunes, 30 anos, a primeira dificuldade foi encontrar unidade da rede do plano Memorial Saúde que fizesse tomografia em Miguel, que teria caído por duas vezes seguidas no sábado. Desde então, a criança apresenta também falta de coordenação motora e disfunção na fala, entre outros sintomas.

“Foi uma luta para achar uma unidade que tivesse o aparelho. Procurei no Engenho de Dentro, que é perto de casa, mas fui encontrar só em Santa Cruz. Agora, não tem um médico sequer para avaliar o exame e, assim, não sei até agora o que meu filho tem. Falam que tem que ser neurologista; porém, só consigo marcando e para o dia 10. Ainda ouvi de um médico para que eu procurasse até hospital público. Fiquei chocada.”

Cristina contou que, no domingo, a criança chegou a ficar em observação, porém, sem muito resultado. “Não fizeram nenhum exame nem deram medicação. E, para piorar, toda vez em que chegava um novo paciente, pediam para eu retirar o meu filho dali e depois retornar”, indignou-se.
Procurada pelo no dia 30 de dezembro, a administração do Memorial Saúde não soube informar se há neurologista de plantão nas unidades citadas e ainda disse que só poderia checar o fato a partir de hoje, “por conta do feriado”.

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