Morre policial militar baleado em tentativa de assalto no mês passado

Soldado Blaier Monteiro do Acre Valença era viúvo da também PM Drielle Lasnor de Morais, assassinada em junho deste ano

Por O Dia

Rio - O soldado da Polícia Militar Blaier Monteiro do Acre Valença morreu na tarde de sábado, no Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo. Ele foi baleado no dia 9 de setembro, durante uma tentativa de assalto quando deixava o serviço. Lotado no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), ele era viúvo da também PM Drielle Lasnor de Morais, que foi assassinada em junho deste ano após ser atingida por disparos durante uma perseguição em Bangu.

O soldado da Polícia Militar%2C Blaier Monteiro Doacre Valença%2C era casado com a também PM Drielle Lasnor de Morais%2C que morreu em junho deste anoReprodução Facebook

Segundo a assessoria da Polícia Militar, o sepultamento será nesta segunda-feira, às 10h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. O soldado, que está há três anos na corporação, foi abordado pelos criminosos quando passava pela Estrada São Pedro de Alcântara, em Deodoro, na Zona Oeste. Ele reagiu ao assalto e acabou sendo baleado. Agentes da 33ªDP (Realengo), responsáveis pela investigação, seguem na busca pelos bandidos.

Pelo Facebook, a irmã da PM Drielle Lasnor lamentou mais uma tragédia em sua família: "Existem pessoas que nem mesmo a morte separa. Não há quem diga que você não amou minha irmã, eu sou prova de quanto você sempre foi louco por ela, tanto que preferiu partir. Acredito que você só ficou esse tempo, pelo seu pai, tanto que acordou no dia exato para dar o sorriso de parabéns para ele. Vá com Deus, cunhado. Manda um beijo na maninha e diz que eu a amo e sinto falta dela", escreveu.

LEIA MAIS

Viúvo de PM morta após perseguição é baleado em tentativa de roubo

Morre PM baleada no rosto em perseguição na Zona Oeste

Após perder irmão e sobrinha, tio de PM diz: 'Ninguém evita mortes de policiais'

Lotada no 14ºBPM (Bangu), a soldado Drielle Lasnor, de 25 anos foi baleada durante uma perseguição na Estrada da Água Branca, em Bangu, no dia 25 de maio. Ela ficou quase um mês internada no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, vindo morrer no dia 20 de junho. Na ocasião, Blaier Monteiro escreveu um texto em homenagem para a esposa numa rede social: “Em 2014, realizou mais um sonho: ingressar na PMERJ. Hoje, me despedindo da minha princesa que tanto amo. Nunca vou te esquecer, somos um só coração, você vai estar aqui para sempre”, escreveu.

O pai de Drielle, que também era policial, foi morto pelo mesmo motivo, vítima de bandidos durante o serviço, há cerca de dez anos.

Últimas de Rio De Janeiro