PF faz operação no Rio e em Porto Alegre contra crimes na Eletronuclear

Um dos alvos é o ex-diretor da empresa, que está em prisão domiciliar. Operação 'Pripyat' é desdobramento da Lava Jato

Por O Dia

Rio - A Polícia Federal (PF) realiza uma nova operação — denominada 'Pripyat' — que é desmembramento da Lava Jato, na manhã desta quarta-feira, para cumprir mandados de prisão no Rio e em Porto Alegre. Um dos alvos é o ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, que está em prisão domiciliar e hoje foi detido preventivamente em cumprimento a um mandado. Seis funcionários da empresa, que integravam o núcleo operacional das fraudes, tiveram a prisão preventiva decretada e o atual diretor foi afastado por ordem judicial.

O almirante já é réu em processo na 7ª Vara Federal Criminal, no Rio. Othon Pinheiro é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, acusado de receber ao menos R$ 4,5 milhões em propinas para facilitar a contratação dos consórcios responsáveis pelas obras da usina de Angra 3.

Participam da operação 130 policiais federais nas duas cidades, com o objetivo de cumprir seis prisões preventivas, outros três mandados de prisão temporária, nove de condução coercitiva e 26 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 7º Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A ação está sendo realizada em conjunto com o Ministério Público Federal.

O caso do almirante e de outros 13 acusados de participar do esquema de desvios nas obras da usina de Angra 3, estava sob responsabilidade do juiz Sérgio Moro, que cuida das ações da Lava Jato na Justiça Federal no Paraná. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), contudo, o caso da operação Radioatividade, 16ª fase da Lava Jato, realizada em julho do ano passado, foi deslocado para a Justiça Federal no Rio.

Com informações do Estadão Conteúdo

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