Ativistas se unem contra violência policial em frente ao Comitê Rio 2016

Mais de 120 mil assinaram petição por políticas de segurança pública que respeitem direitos humanos durante os Jogos

Por O Dia

Rio - Ativistas da Anistia Internacional fizeram um ato em frente à sede do Comitê Organizador da Rio 2016, no Centro, para protestar contra a violência policial. Na manhã desta quarta-feira, 40 sacos fúnebres foram levados ao local para representar o número de mortos pela polícia no último mês de maio – o que representa um aumento de 135% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Instituto de Segurança Pública. Um ofício também foi protocolado pela Anistia para alertar que mais de 120 mil pessoas já assinaram uma petição a favor de políticas de segurança pública que respeitem os direitos humanos durante os Jogos. 

“O Comitê Organizador Local, encarregado do megaevento, tem responsabilidade compartilhada sobre as operações de segurança e consequentes violações de direitos humanos praticadas por agentes do estado no contexto da realização dos Jogos”, apontou Atila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional. Isso porque, de acordo com ele, o mandato do COL exige a garantia de que as medidas de segurança estejam "alinhadas com os valores olímpicos de amizade, respeito e excelência, e que sejam aplicados os protocolos internacionais de uso da força e de respeito aos direitos humanos." 

A petição internacional lançada pela Anistia Internacional no início de junho segue até o final dos Jogos. As reivindicações ao COL são: prevenir do uso desnecessário e excessivo da força pela polícia e pelas forças armadas; evitar  violações de direitos humanos em operações policiais, especialmente em áreas de favelas e periferias; estabelecer mecanismos de total responsabilização para eventuais violações dos diretos humanos praticadas por agentes da segurança pública; investigar e levar à Justiça os responsáveis por violações dos direitos humanos; garantir os direitos às liberdades de expressão e manifestação; fornecer total apoio às vítimas e seus familiares. 

Reportagem de Caio Sartori 

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