Manifestantes se reúnem na Cinelândia para 2º ato contra as reformas

Protesto também é contra repressão da Polícia Militar praticada na greve geral da última sexta-feira

Por O Dia

Rio - Centenas de manifestantes se reúnem, na Cinelândia, Centro do Rio, para o 2º ato contra a reforma trabalhista, da Previdência e também contra a repressão da Polícia Militar desde as 11h desta segunda-feira, 1º de Maio, Dia do Trabalho. O evento foi divulgado no Facebook, onde obteve cerca de 10 mil confirmações de presença. Algumas viaturas da PM acompanham o ato, que segue pacifíco.

Por volta das 13h20, um homem carregando uma bandeira do Império foi retirado do protesto por ativistas. Ele chegou a provocar alguns deles e foi retirado do local.

Manifestantes fazem ato político-cultural contra as reformas trabalista e da previdência socialReprodução Facebook

Na última sexta-feira, uma manifestação contra as reformas do Governo Temer terminou em confronto nas ruas do Centro. PMs jogaram bombas e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Em resposta, grupos incendiaram lixeiras, ônibus e fizeram barricadas nas vias.

?Deputado alvo de bomba de gás critica violência policial

?O deputado Flavio Serafini (Psol), atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo enquanto discursava num palco, em ato contra as reformas trabalhistas e previdenciárias, na sexta-feira, atribuiu a atuação da polícia à "estratégia de governo". Ele participa da manifestação desta segunda.

"A atuação da PM foi para desmobilizar e não permitir a livre manifestação e a mobilização da classe trabalhadora brasileira. O jogo foi muito bem definido: provocações da polícia e lançamento de bombas indiscriminadamente contra os manifestantes", disse.

Na última sexta-feira, Serafini pediu que os policiais parassem de jogar bombas na direção das pessoas que assistiam aos discursos num palco montado na Lapa. A PM avançou na direção do público. O deputado, então, encerrou o ato e orientou os manifestantes a deixarem a Lapa.

"Polícia Militar do Rio de Janeiro, parem com as bombas. Tem mulheres, tem idosos. Vamos, gente, encerrado o ato. Eles querem nos calar com violência", dizia o deputado. Neste momento, um PM mirou no parlamentar e disparou a bomba de gás em sua direção. Serafini não ficou ferido. Um vídeo feito pelo cinegrafista Ronaldo Parra, que mostra o momento da agressão teve 71 mil visualizações.

O deputado Marcelo Freixo, também do Psol, disse que "quiseram calar o ato com as bombas". "Quanto mais bombas jogarem na gente, mais vamos botar gente em praça pública. Bomba nunca foi capaz de deter a gente. Registramos tudo e vamos enviar as imagens ao Ministério Público", disse o parlamentar. "Sei que tem policiais aqui no meio e, se essa luta for vitoriosa, vocês também vão se aposentar com dignidade. É importante que saibam de que lado estão quando jogam bomba na classe trabalhadora", completou.

Maior greve desde 1989

A greve geral desta sexta-feira atingiu cidades de todos os estados do Brasil e teve adesão de milhões de trabalhadores, mas não chegou a parar o país. No fim da sexta-feira de protestos pelo país, sindicalistas e governo cantaram vitória.

Segundo a CUT, o movimento contra as reformas da Previdência e Trabalhista foi a maior greve já realizada no Brasil e teria contado com a adesão de mais de 35 milhões de brasileiros, que foi o número registrado em uma paralisação em 1989. “Não tínhamos uma greve geral desde 1992. Paramos o país”, disse Marcelo Rodrigues, presidente da CUT-RJ.

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