Por O Dia

Os prefeitos das grandes cidades preconizam o transporte público. Ele é considerado ruim ou péssimo por 52% dos 1.256 entrevistados de todos os estados, homens e mulheres de todas as classes sociais. Deste contingente, 39% usam o ônibus, 34% o carro e 11% vão a pé mesmo. A agressividade do trânsito e a insegurança também aparecem na pesquisa feita pela Expertise e Opinion Box, em abril. No pano de fundo, os engarrafamentos colossais e a engenharia de trânsito canhestra, que fez um nó no Rio de Janeiro com interdições e demolições classificadas como amadoras por engenheiros independentes. Em São Paulo, a malha saturada e a mesma falta de opções.

De olho nas eleições, o favorecimento a empresas de ônibus com projetos estranhos, como os BRTs, no Rio. Com esta fórmula do caos, a moto transformou-se em alternativa única. Empresário do ramo me confidenciou que muitos clientes que nunca pensaram em motos fazem consultas a respeito. A mobilidade é evidente.

A insegurança, também. Mas a necessidade de chegar a algum lugar, sem ter como, está empurrando muitos para o mundo das duas rodas.

Mundo estranho, dividido em claros dois lados. As motos pequenas, populares ao extremo, que saem por R$ 3 mil e estão sujeiras às variações de crédito, por isso caíram um pouco em vendas em abril, embora tenham elevado a produção, e as motos grandes, da elite, com exemplares que chegam aos R$ 124 mil, como a BMW K 1600 GTL Exclusive, estas em alta constante na demanda. Entre elas, a incompetência dos governantes até para eliminar a variável que em qualquer lugar sério não pode ser considerada no trânsito, o buraco no asfalto. Sem tapar buracos ou considerar meios de transporte de massa, como o trem aéreo People Mover, da quebradinha Detroit, que é leve, anda sobre um elevado e custa US$ 0,75, ou os trens húngaros de Budapeste, pendurados sob os viadutos para evitar novas obras ou ainda o eletromagnetismo do Maglev chinês, vamos de tatuzão mesmo, cavando buracos caros e intermináveis para viver de promessas de um futuro cada vez mais distante. Ou então partimos para as motos, com seus riscos e desconforto inerentes, com um olho no ônibus desembestado e o outro no buraco mal tapado.

PONTO-A-PONTO

? A Nissan finalmente lança o modelito de entrada que promete catapultá-la para 5% do mercado nacional de autos. O March, fabricado em Resende, RJ, vem para a briga com os hatches de entrada, de acabamento intermediário, como o Palio 1.6, Toyota Etios e Gol 1.6, entre outros. Em destaque o desenho exterior e interior e o volante multifuncional herdado do Sentra.

? Técnicos tentam resolver o som dos motores na F1. O ronco poderá voltar com ressonadores ou soluções mais complexas, uma vez que a traseira dos carros é decisiva para o acerto da estabilidade.

? Enquanto a Anfavea refaz cálculos, o segmento de seminovos acelera. Previsões da Fenauto, que reúne os revendedores, revelam que em abril foram vendidos mais 9,9% do que março, com acumulado anual de 4 milhões de unidades.

? A Fiat Chrysler Automobiles NV, criada a partir da compra do Chrysler Group pela italiana Fiat SpA terá a sua sede global em Londres. O endereço terá efeitos fiscais. A opção pelo centro financeiro irá beneficiar as operações remotas e as taxas de impostos e patentes, inferiores às praticadas na Itália.

? O esportivo Audi R8 LMX inicia a era dos faróis altos de laser. A tecnologia funciona com um módulo emissor em cada farol e quatro diodos, que dobram o alcance e geram luz igual a do Sol. Adaptativo, exclui outros carros do facho.

Volvos com novo motor

A marca lança hoje, no Rio, as versões atualizadas do sedã S60 e da wagon V60. Os novos S60 Drive E e V60 Drive E trazem design que reforça a esportividade na leve inclinação do capô, linha de cintura alta e traseira encorpada. Os dois têm como principal novidade o propulsor turbo de 240 cv e transmissão automática com modo sequencial de oito velocidades.

Lexus híbrido mais equipado

O hatchback premium CT 200h chega em versão aperfeiçoada, com redesenho e novos equipamentos como luzes de LEDs, por preços entre R$ 134 mil, na ECO, a R$ 154 mil, na Luxury. Os híbridos despejam potência combinada de 136 cv de um motor elétrico e outro a gasolina, acoplados a câmbio contínuo variável CVT. O consumo urbano fica em 19 km/l.

Para a AL, mas distante do Brasil

O novo Nissan X-Trail provocou expectativa quando lançado para a Europa. Agora, os países latinos começam a recebê-lo, mas a carga tributária afasta o elegante japonês daqui. O X-Trail, que poderia brigar com o Toyota RAV4 e o Honda CR-V, fica caro demais para nós.

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