Por O Dia

A situação mais avançada é no Rio, onde existe um movimento pelos votos no mineiro para presidente e no governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, à reeleiçãoMurillo Constantino / Agência O Dia

A equipe do presidenciável Aécio Neves (PSDB) acredita que um eventual crescimento nas próximas pesquisas de intenção de votos pode ser fundamental nas tentativas do candidato de atrair o apoio de partidos da base da presidente Dilma Rousseff (PT), que disputa a reeleição. Atualmente, o tucano trabalha principalmente para que o PR, PP e PSD mudem de lado. Dos três, apenas o primeiro não oficializou o apoio à reeleição de Dilma. Mineiro, o líder do PR na Câmara, Bernardo Vasconcellos tem sido o porta-voz de descontentamentos do partido com o governo. Em Minas, ele é aliado dos tucanos. Para tentar afastar o PP da adversária, Aécio tem investido no diálogo com o governador Alberto Pinto Coelho (PP), vice de Antonio Anastasia (PSDB) até abril.

No caso do PSD, a principal aposta está na aproximação do presidente nacional do partido, o ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab, com o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição. Com a possibilidade cada vez maior de atrair Kassab para ser vice na chapa de Alckmin, Aécio alimenta o desejo de ter o PSD a seu lado também. Outra frente é atrair os dissidentes do PMDB. A situação mais avançada é no Rio, onde existe um movimento pelos votos no mineiro para presidente e no governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, à reeleição. Aécio esteve na quinta-feira no Rio, onde se reuniu com os peemedebistas que lhe apoiam, além de políticos de outros partidos. Um dos primeiros testes para o futuro da aproximação com partidos hoje próximos a Dilma será a pesquisa do Datafolha cujo trabalho de campo foi concluído quinta-feira.

Lula x Dilma

A pesquisa testa o ex-presidente Lula no lugar da presidente Dilma e uma disputa fictícia entre ambos, Aécio Neves e Eduardo Campos (PSB). Trata da eleição para o governo de São Paulo e o Senado. No último, traz os nomes de José Serra (PSDB), Eduardo Suplicy (PT) e Márcio França (PSB).

Candidato do PV contesta Kassab

O vereador paulistano Gilberto Natalini (PV) aponta aliados do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) como responsáveis pela divulgação de informações sobre a suposta desistência de sua candidatura ao governo paulista. Segundo esses comentários, Kassab, ao aceitar ser o vice de Alckmin, levaria junto o apoio do PV à chapa. Natalini diz que o PSD não tem ascendência sobre o PV e sua candidatura está consumada. Ele é um dos seis vereadores que tiveram de deixar o PSDB, em 2008, por apoiarem a reeleição de Kassab (então no DEM) à prefeitura de São Paulo, contra Alckmin. Agora, Alckmin e Kassab podem estar juntos.

‘Família’ Feldman reunida

O ex-deputado e responsável pela área de meio ambiente do programa de governo de Aécio Neves, Fabio Feldmann, cumprimentou o ex-colega tucano Walter Feldman pelo lançamento de livro “Vitamina D e Esclerose Múltipla”, anteontem à noite, no Shopping Iguatemi, em São Paulo. Frequentemente, Fábio e Walter são confundidos, inclusive na mídia. “Quando a notícia é boa, digo que ele é meu primo. Quando é ruim, falo a verdade”, brincou Fábio.

Serra pede ajuda a autor para garantir público

Presente ao lançamento do livro de Walter Feldman, o ex-governador José Serra (PSDB) garantiu que será candidato a deputado e não ao Senado. Serra contou que lançará no dia 24 o livro “50 anos Esta Noite” (Editora Record), com suas memórias. Ao ver a fila de autógrafos, pediu a ajuda de Feldman para montar sua lista de convidados.

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Com Leonardo Fuhrmann

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