Justiça suspende processo por fraude no Fuspom por seis meses

Meta é aprofundar investigações com base em depoimentos de dois delatores

Por O Dia

Rio - A Auditoria da Justiça Militar suspendeu hoje, por seis meses, o andamento do processo sobre a compra fraudulenta de 75 mil litros de ácido peracético por R$ 4,2 milhões que nunca foram entregues ao Hospital Central da Polícia Militar. O pedido foi feito pelo Ministério Público para aprofundar as investigações com base nas delações premiadas dos réus Delvo Nicodemos Noronha e Sérgio Ferreira de Oliveira.

Há três processos em tramitação na Auditoria da Justiça Militar sobre a máfia, que incluiu 11 oficiais, acusada de lesar R$ 16 milhões do Fundo de Saúde da Polícia Militar (Fuspom). Com grave problema de saúde, o coronel Ricardo Pacheco, ex-chefe do Estado Maior Administrativo, teve decretada a prisão domiciliar semana passada.

De acordo com o Ministério Publico, os oficiais controlavam os processos administrativos que resultavam na celebração de contratos de compras de materiais e insumos para a área de saúde, beneficiando-se do pagamento de propinas de 5% a 10% das empresas contratadas.