01 de janeiro de 1970
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'Acostumaram a me chamar no masculino'

Por O Dia

Ao contrário do personagem Ivan, que na trama tem sua identidade de gênero desrespeitada por seus familiares, o também homem transsexual Gabriel Reibolt, 23, conquistou o apoio da família para a sua transição, que iniciou há aproximadamente de dois anos.

"Eles demoraram a se adaptar. Mas há seis meses conseguiram se acostumar a me chamar no masculino. Hoje todos lidam bem, pais, avós", afirma. "Nunca passei por situações que me deixassem para baixo, nunca bati boca, nunca me apontaram na rua. Certamente algumas pessoas falam por trás, mas nunca me desrespeitaram", completa.

Para a psicóloga Melcina Moreno, que já atendeu mais de 50 pacientes transexuais, é importante que os amigos e familiares da pessoa transsexual procurem se informar sobre o assunto: "É bom buscar conhecimento, e com ele, ter empatia pela dor que essa pessoa sente. Esse respeito consigo mesmo e com o familiar trans é amor genuíno", afirma ela, ressaltando que é fundamental que cada pessoa respeite seu próprio tempo para assimilar a questão.

"Quanto a aceitar, não existe aceitar ou não. É reconhecer o fato, viver com ele e ver a pessoa trans ficar mais feliz a cada passo em direção à harmonização entre o seu mental e emocional com o seu corpo físico", completa.