01 de janeiro de 1970
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Popularidade de Temer afunda, e Lula se consolida

No dia em abriu sessão na ONU, falando de Amazônia, presidente vê sua avaliação desabar

Por O Dia

O presidente Michel Temer (PMDB) registrou a pior aprovação pessoal e de governo da série histórica da pesquisa CNT/MDA, cuja mais recente edição foi divulgada ontem pela Confederação Nacional do Transporte. A pesquisa mostra ainda o ex-presidente Lula vencendo em todos os cenários sugeridos para as eleições de 2018, seguido por Jair Bolsonaro. Aécio Neves aparece com a maior rejeição.

A primeira sondagem da CNT foi em julho de 1998, no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo o levantamento de ontem, a avaliação negativa de Temer alcançou 75,6%. Até então, o pior desempenho era de Dilma Rousseff, que teve índice de 70,9% em julho de 2015. Temer também é dono do pior desempenho pessoal da história, avaliação que começou a ser medida em 2001. Isso porque 84,5% desaprovam seu desempenho.

A CNT mostra ainda que, mesmo com a percepção generalizada sobre a crise política, quase 50% dos brasileiros acreditam que uma saída de Temer não solucionaria o problema. No momento em que a Câmara aguarda a chegada da segunda denúncia contra Temer, 94,3% dos entrevistados avaliam que o país passa por uma crise política. Desses, porém, 49,9% acreditam que a saída de Temer não resolveria, enquanto outros 41,2% veem o afastamento como solução.

Ofuscado por Trump

Mais cedo, Michel Temer fez o discurso de abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas é de praxe que o Brasil inaugure as falas todos os anos. As atenções, contudo, estavam voltadas para o estreante da manhã, Donald Trump.

Sem obviamente falar das denúncias contra si, Temer afirmou que, "com reformas estruturais, estamos superando uma crise econômica sem precedentes". Falou rapidamente da Amazônia sem citar a polêmica do fim da reserva de cobre (Renca). Atacou ainda a Venezuela, onde a situação dos direitos humanos "continua a deteriorar-se". E condenou com veemência "os recentes testes nucleares e missilísticos" da Coreia do Norte, embora tenha insistido na diplomacia. "É urgente definir encaminhamento pacífico para situação cujas consequências são imponderáveis."