DOIS DEDOS DE PROSA

Por O Dia

LEA NIGRI, joalheira

Fale sobre seu trabalho...

Tudo é importante no meu trabalho. Ter um lugar bom para atender aos clientes, ter peças boas, não fazer mistura em ouro e ter pedras de qualidade. Sou joalheira há 53 anos, então é importante ter confiança na praça. Qualquer coisa que você fizer de errado no trabalho é muito ruim. Em todos os setores, o principal é passar confiança.

Uma dica de investimento?

Eu considero que ouro e pedra sempre são bons investimentos para guardar, porque sempre valorizam.

Essa crise atingiu o setor?

Atingiu, sim. Antigamente, eu atendia seis clientes por dia. Hoje em dia, eu também atendo, mas fazendo promoções. Atingiu muito a classe média, sim. Já a classe alta nem tanto, mas ainda assim estão mais comedidos na hora de comprar.

Então, a joia não é mais exclusiva para o mercado de luxo?

Não. Ela é simbólica para ocasiões especiais, como casamento. Existem pessoas de classe média baixa que compram comigo.

Uma saia justa...

A maior saia justa que eu passo é quando chega uma pessoa cuja mãe morreu e deixou uma pedra de herança. Normalmente, não é brilhante. Alguém trocou a pedra por um zircone.

Fale de um sonho...

Que Deus me ajude a chegar a um pouquinho mais de idade, inteira, lúcida, sem dar trabalho para meus filhos. E ver meu neto Daniel casar, mas ele ainda tem 11 anos (risos), então acho que não vou conseguir.

Como é trabalhar com sua filha, Ester Nigri?

Trabalhar com minha filha é uma dádiva.

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