Trump promete 'consertar a bagunça da Coreia do Norte'

Mas a Casa Branca descarta, por ora, ação militar contra o regime de Kim Jong-un

Por O Dia

O presidente Donald Trump afirmou ontem que o país e seus aliados no Ocidente vão ajudar a "consertar a bagunça" que se tornou a Coreia do Norte, mas negou que tenha planos militares para resolver a situação. "Uma intervenção militar não é primeira opção para Coreia do Norte. Isso poderia devastar o país", disse o presidente americano, ao lado do primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, nos jardins da Casa Branca.

O governo dos Estados Unidos tenta convencer o mundo de que quer uma solução diplomática para a crise nuclear da Coreia do Norte. O secretário de Defesa americano, Jim Mattis, reafirmou ontem as intenções de resolver tudo na conversa. A China, maior aliada de Pyongyang, advertiu que uma guerra na península coreana não teria vencedor.

A tensão aumentou ainda mais depois que Pyongyang acusou a Washington de ter "declarado guerra". A Coreia do Norte também afirmou que está disposta a defender-se e derrubar bombardeiros americanos, em uma troca de acusações e ameaças com o presidente Donald Trump.

Mas a Casa Branca tomou a iniciativa, algo incomum, e negou ter deixado a porta aberta para um conflito com o país, que possui armamento nuclear. "Nosso objetivo é resolver tudo isto de forma diplomática", disse Mattis.

Washington "conserva paralelamente a capacidade para enfrentar as ameaças mais perigosas da Coreia do Norte (...) mas também de apoiar nossos diplomatas para conter (a crise) a maior quantidade de tempo possível a nível diplomático", completou o secretário.

Tiroteio verbal

O destaque para a diplomacia acontece em plena guerra verbal entre Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, após o sexto teste nuclear de Pyongyang e os lançamentos de mísseis. A Coreia do Norte justifica a mobilização militar ante a necessidade de proteger-se de Washington.

O chefe da diplomacia norte-coreana, Ri Yong-ho, convocou coletiva segunda-feira em Nova York para dar uma resposta a uma missão realizada por bombardeiros americanos perto das costas norte-coreanas, e também às advertências de Trump.

Ri foi ofuscado por um tuite do presidente americano, no qual advertia que o regime norte-coreano não duraria muito se continuasse com as ameaças. Também declarou que a comunidade internacional deseja que "a guerra de palavras não se transforme em ações".

"Não declaramos guerra à Coreia do Norte e, francamente, a insinuação é absurda", respondeu Sarah Huckabee-Sanders, porta-voz do governo.

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