Parentes tentam negociar rendição de Rogério 157

Polícia Federal afirma que aguarda novos contatos de familiares, que temem pela segurança do bandido. Correios suspendem entregas na Rocinha durante a operação

Por O Dia

A Polícia Federal aguarda contato de familiares do traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, que estão atuando como interlocutores na sua rendição. A informação foi divulgada ontem pelo titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Carlos Eduardo Thomé, que foi procurado na sexta-feira por um parente do criminoso. Rogério 157 é um dos protagonistas dos confrontos que ocorrem na Rocinha há oito dias. "Quando a família soube que iria ocorrer o cerco à Rocinha, pelas Forças Armadas, tentou negociar a rendição de Rogério. Mas ele teme ser morto em confronto ou a caminho da Polícia Federal", disse. O delegado aproveitou para enviar um recado ao bandido. "Ele pode se entregar a qualquer força de segurança sem resistência, que será preso e sua integridade física respeitada".

Um dos traficantes que se entregou à PF foi Edson Antonio da Silva Fraga, o Dançarino. "Se entregou por ser fiel ao Nem (Antônio Bonfim Lopes). Desde que o Nem foi preso, ele foi obrigado pelo Rogério a aumentar a taxa de cobrança dos mototaxistas, o que rendeu ao tráfico R$ 100 mil mensais a mais", afirmou Thomé.

Na noite de sábado, agentes da PF e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) localizaram a casa de Rogério 157. Com dois quartos, piso em porcelanato, detalhes em mármore, armários embutidos e sala com vista para o mar, a casa foi avaliada em R$ 500 mil por uma consultora de imóveis, que preferiu não se identificar. A residência também tinha aparelhos eletrônicos caros, com uma televisão em tela curva de 60", avaliada em R$ 19 mil, e uma geladeira luxuosa, de R$ 13 mil.

Ontem, no quarto dia de cerco das Forças Armadas, não houve confrontos na Rocinha. Mesmo assim, os correios estão desde a sexta-feira passada com a entrega de cartas e encomendas suspensas em toda a favela. Segundo a empresa, as correspondências serão entregues "quando a segurança for restabelecida na comunidade".

No total, a Polícia Civil já identificou 59 pessoas envolvidas nos confrontos que tiveram início no dia 17. Ontem à noite, o delegado da Rocinha, Antônio Ricardo, solicitou ao plantão judiciário a prisão de 25 pessoas. O investigador disse que recuou no pedido de um mandado de busca coletivo para a favela. "Adotamos outra estratégia", disse.

De acordo com a inteligência da Polícia Civil, os traficantes que conseguiram chegar à Tijuca e morros da região Central, após o cerco do Exército, já estavam caminhando pela mata havia dias. Informações dão conta de que eles andaram cerca de 12 km pela mata para chegar a essas áreas.

Conforme O DIA noticiou em maio, uma nova facção foi criada com a fusão do Terceiro Comando Puro e Amigos dos Amigos. Rogério 157 tentou romper a aliança e acabou ficando sem facção. Na sexta, uma reunião em Bangu 3 foi realizada por traficantes do Comando Vermelho, que resolveram dar abrigo para o traficante. Por conta disso, os criminosos que fugiram da Rocinha e que são leais a Rogério se refugiaram em favelas da Tijuca, do Comando Vermelho.

Desde o último dia 17, a polícia já apreendeu 23 fuzis, oito granadas, além de pistolas e projéteis, na Rocinha e em outras regiões, em ações relacionadas à ocupação da favela. Dezesseis pessoas foram presas e dois menores apreendidos.

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Comerciante nega pressão do tráfico na alta do gás

Moradores têm reclamado do preço do gás na Rocinha, o mais alto do Rio. Além disso, mototaxistas têm cobrado taxas extras de entrega. Na favela só existe um depósito de gás, de propriedade de Waldemar do Gás, que tentou se candidatar em 2014 a deputado estadual, sem sucesso.

O gerente do depósito de Waldemar, Antônio Rodrigues, disse que o gás aumentou de R$ 81,20 para R$ 91,80 no início do mês, após reajuste da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O acréscimo, superior à taxa da ANP, foi o quarto consecutivo este ano no depósito. Indagado se traficantes recolhem taxas das vendas, Rodrigues negou. "A gente tem evitado ir a vielas onde há confrontos. Pode ocorrer de alguém cobrar a entrega em locais mais distantes. Mas o gás não aumentou essa semana", disse.

Ainda segundo o gerente, o gás é caro pois a taxa de preço é livre. "É igual a gasolina. Cada posto tem seu preço", afirmou.

O delegado da Rocinha, Antônio Ricardo, disse que "não há indícios de que traficantes tenham elevado o preço do botijão". Segundo a ANP, o preço de um botijão no Rio custa em média R$ 56.

Galeria de Fotos

2017-09-25. Há nove dias convivendo com clima de tensão em meio à guerra entre traficantes rivais, moradores da Rocinha, na Zona Sul do Rio, afirmam que os criminosos impuseram uma "lei do silêncio" na comunidade. A guerra na Rocinha que aterroriza os moradores desde o dia 17 de setembro passado começou porque Rogerio Avelino, conhecido com Rogério 157, rompeu com o também traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, de quem era homem de confiança. Nem não gostou de saber que o antigo aliado estava cobrando valores abusivos e monopolizando o fornecimento de água e gás na comunidade. Foto - Estefan Radovicz / Agência O Dia Estefan Radovicz / Agência O Dia
25/09/2017- Aos poucos, a vida vai voltando ao normal na Rocinha mesmo em meio a rotina militar de patrulhas e revistas.Fotos de Estefan Radovicz/Agência O Dia Byline Estefan Radovicz/Agência O Dia
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