Esquema beneficiou quadrilha

Por O Dia

A compra de votos não se destinava apenas a escolher o Rio como sede olímpica, mas também beneficiar economicamente ao menos quatro pessoas envolvidas na quadrilha do ex-governador Sérgio Cabral. O esquema é chamado de 'ganha-ganha' pelos investigadores. Segundo o procurador Rodrigo Timoteo, receberam vantagens: Arthur Soares, conhecido como 'Rei Arthur'; o empresário Marco Antonio de Luca, dono de grandes fornecedoras de alimentos e merenda para o estado, preso em junho; Jacob Barata Filho, dono de empresas de ônibus, em liberdade e o ex-secretário de Saúde do governo de Cabral, Sérgio Côrtes, detido em abril.

De acordo com Timoteo, Rei Arthur abriu a LSH Barra Empreendimentos na Barra da Tijuca, acobertada desde o início com contratos com o Comitê Rio 2016. Já Marco de Luca foi contratado para prestar serviços de alimentação e hospitalidade para o comitê no valor aproximado de R$ 90 milhões. "Além deles, temos também a contratação de empresas de Jacob Barata Filho para a prestação de serviço de transportes para os Jogos", acrescentou o procurador. Ele disse ainda que Côrtes foi contratado pelo presidente do COB para produzir um dossiê contra um oponente de Nuzman na eleição para o Comitê Olímpico.

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