Secretaria mapeia ataques a templos de matriz africana

De 41 casos, 10% foram feitos por traficantes

Por O Dia

Dos 41 casos de intolerância religiosa contra templos de matriz africana no Rio, no segundo semestre de 2017, 10% têm como responsáveis traficantes de drogas, segundo levantamento da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos.

O caso mais recente ocorreu nesta semana em Itaguaí, na Baixada Fluminense, quando a dona de um terreiro, que não quis se identificar, recebeu prazo de três dias para retirar todos os artefatos religiosos do templo, sob ameaça de o local ser invadido e as peças quebradas. Intimidações do mesmo teor foram feitas a outros centros de umbanda e candomblé.

De julho até agora, o serviço Disque Combate ao Preconceito recebeu 41 denúncias de casos de intolerância religiosa no estado. Uma das dificuldades em se conseguir uma estatística mais precisa é que as pessoas tem medo de oficializar uma denúncia e sofrer algum tipo de violência.

"Está bem nítido que isso é um modus operandi da parceria do mal entre traficantes e segmentos fanáticos religiosos. Estão demonstrando que o caso é muito sério. Já não é mais em um município específico, mas já são situações que extrapolam determinada cidade", explicou Átila Nunes, secretário da pasta.

As denúncias de intolerância podem ser feitas por meio do serviço Disque Combate ao Preconceito, no telefone 2334-9551. O canal funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h.

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